Martha Karua, uma advogada do Quênia, foi detida no aeroporto de Dar es Salaam, na Tanzânia, enquanto esperava para participar da audiência do político Tundu Lissu, que enfrenta acusações de traição. Karua estava acompanhada de duas colegas e afirmou que estava aguardando deportação. As autoridades tanzanianas ainda não comentaram sobre a detenção. Lissu, líder do partido de oposição Chadema, não pode pedir fiança devido às acusações graves e deve ir ao tribunal na próxima segunda-feira. Karua, que defende os direitos humanos, também representa Kizza Besigye, um político ugandense que foi sequestrado no Quênia. Karua relatou que foi interrogada por três horas e teve seu passaporte confiscado. A Coalizão de Defensores dos Direitos Humanos da Tanzânia criticou a prisão, chamando-a de arbitrária e buscando ajuda legal para a liberação delas. A detenção de Karua acontece em um momento de repressão crescente à oposição na Tanzânia, especialmente com as eleições se aproximando. O governo, sob a presidência de Samia Suluhu Hassan, é acusado de retrocesso democrático, apesar de algumas melhorias na liberdade política desde 2021. Lissu, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 2017, continua a exigir reformas para garantir eleições justas. O governo nega as acusações de repressão e afirma que está comprometido com a ordem durante o processo eleitoral.
Martha Karua, advogada e ex-Ministra da Justiça do Quênia, foi detida no aeroporto de Dar es Salaam, na Tanzânia, enquanto aguardava para comparecer à audiência do líder da oposição, Tundu Lissu. A detenção ocorreu junto com duas colegas, e Karua afirmou que estava aguardando deportação. As autoridades tanzanianas ainda não se pronunciaram sobre o caso.
Lissu, líder do partido de oposição Chadema, enfrenta acusações de traição, que não permitem a concessão de fiança. Ele deve comparecer ao tribunal na próxima segunda-feira, após ter sido preso em abril durante um protesto. Karua, conhecida por sua defesa dos direitos humanos, também representa o político ugandense Kizza Besigye, que foi sequestrado no Quênia e levado de volta a Uganda sob acusações semelhantes.
Detenção e Reações
Karua relatou em suas redes sociais que foi questionada por três horas e teve seu passaporte confiscado. Junto a ela, estavam a advogada Gloria Kimani e a ativista de direitos humanos Lynn Ngugi. A Coalizão de Defensores dos Direitos Humanos da Tanzânia condenou a “prisão arbitrária” das três, afirmando que já acionou advogados para tentar garantir a liberação delas.
A detenção de Karua ocorre em um contexto de crescente repressão à oposição na Tanzânia, especialmente com as eleições presidenciais e parlamentares marcadas para outubro. O partido Chadema, que se opõe ao governo, foi impedido de participar das eleições após não assinar um código de conduta imposto pela comissão eleitoral.
Contexto Político
O governo da Tanzânia, sob a presidência de Samia Suluhu Hassan, enfrenta críticas por um possível retrocesso democrático. Embora tenha sido elogiada por aumentar a liberdade política desde que assumiu o cargo em 2021, muitos acreditam que a repressão à oposição está se intensificando, semelhante ao período do ex-presidente John Magufuli.
Lissu, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 2017, continua a exigir reformas significativas para garantir eleições livres e justas. O governo nega as acusações de repressão e afirma que está comprometido com a ordem e a paz durante o processo eleitoral.
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