Malta é considerado o melhor país da Europa para a comunidade LGTBIQ+, enquanto países como Hungria e Polônia têm enfrentado retrocessos em direitos LGTBIQ+. Mais de 70 membros do Parlamento Europeu planejam participar da Parada do Orgulho em Budapeste, mesmo com a proibição do governo húngaro, que usa tecnologia de reconhecimento facial para identificar os participantes. O governo de Viktor Orbán já havia tentado vetar a manifestação, alegando questões de “proteção infantil”. Apesar disso, os organizadores da Parada estão determinados a realizar o evento e pedem apoio internacional. A situação na Hungria reflete uma tendência mais ampla na Europa, onde direitos LGTBIQ+ estão sendo ameaçados sob a justificativa de proteger a sociedade. Recentemente, 20 países da União Europeia assinaram uma carta pedindo que a Hungria revise suas leis anti-LGTBIQ+, destacando preocupações com a liberdade de expressão e o direito de reunião.
Mais de setenta membros do Parlamento Europeu planejam participar da Parada do Orgulho em Budapeste, Hungria, marcada para 28 de junho, apesar da proibição imposta pelo governo húngaro. Essa proibição, que inclui o uso de tecnologia de reconhecimento facial para identificar os participantes, foi aprovada por legisladores húngaros sob a justificativa de “proteção infantil”.
A Hungria, sob o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán, se tornou a primeira democracia da União Europeia a vetar eventos do Orgulho. A legislação aprovada permite que as autoridades reprimam manifestações LGTBIQ+, refletindo um retrocesso significativo em direitos humanos. Organizações de defesa dos direitos LGTBIQ+ afirmam que essa é uma tática coordenada para eliminar direitos sob o pretexto de preservar a ordem social.
A ILGA (Associação Internacional LGBTI+) classifica Malta como o melhor país da Europa para a comunidade LGTBIQ+, enquanto a Hungria ocupa uma posição negativa no ranking. O governo húngaro, que começou a adotar leis contra a comunidade LGTBIQ+ em 2018, enfrenta crescente resistência. A ativista Eszter Polgári destaca que a visibilidade da comunidade está aumentando, com mais pessoas se unindo à luta por direitos.
Apoio Internacional
Um grupo de vinte países da União Europeia expressou preocupação com a nova legislação da Hungria, pedindo a revisão das leis anti-LGTBIQ+. A declaração conjunta enfatiza a importância de respeitar os direitos humanos e a liberdade de expressão. O deputado Marc Angel, co-presidente do Intergroup do Parlamento Europeu, afirmou que sua presença na Parada do Orgulho visa mostrar solidariedade e defender o direito de assembleia como um direito fundamental europeu.
A situação na Hungria é um reflexo de um padrão mais amplo de retrocessos em direitos LGTBIQ+ na Europa, com países como Polônia e Bulgária também enfrentando desafios semelhantes. A luta pela igualdade e pelos direitos humanos continua, com ativistas e políticos pedindo uma resposta unificada da comunidade internacional.
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