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Ministro critica tarifas como estratégia de pressão antes de decisão de Trump

Mauro Vieira alerta para os riscos das tarifas dos EUA e destaca a urgência de negociações para evitar impactos no comércio brasileiro.

Presidente Donald Trump anuncia tarifaço em 2 de abril de 2025 (Foto: Brendan Smialowski/AFP)
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  • O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
  • Ele alertou que essas tarifas podem agravar a crise do sistema multilateral de comércio.
  • O Brasil aguarda uma resposta dos EUA sobre sua oferta comercial, enquanto acordos provisórios foram feitos com China, Vietnã e Reino Unido.
  • O Brasil enfrenta uma tarifa adicional de 10% em todos os produtos e barreiras severas em setores como aço e autopeças.
  • A Câmara de Comércio Brasil-EUA acredita que os acordos com o Reino Unido podem servir de modelo para futuras negociações com o Brasil, especialmente em setores estratégicos.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou as tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump, destacando os riscos associados a essas medidas. Em um artigo publicado na revista do Cebri, Vieira alertou que as tarifas unilaterais dos EUA podem agravar a crise do sistema multilateral de comércio. Ele enfatizou que a falta de resposta do governo americano ao Brasil é preocupante, especialmente com o prazo de 9 de julho se aproximando para negociações que poderiam evitar tarifas.

O ministro observou que, enquanto acordos provisórios foram firmados com China, Vietnã e Reino Unido, o Brasil ainda aguarda uma resposta sobre sua oferta comercial apresentada há cerca de dez dias. Atualmente, o Brasil enfrenta uma tarifa adicional de 10% em todos os produtos, além de barreiras mais severas nos setores de aço e autopeças. Vieira destacou que a ausência de órgãos internacionais eficazes para conter essas ações torna o custo de violar regras comerciais muito baixo.

Acordos e Oportunidades

A Câmara de Comércio Brasil-EUA avaliou que os acordos entre os EUA e o Reino Unido podem servir como um modelo para futuras negociações com o Brasil. O documento ressalta que o pacto britânico inclui compromissos em setores estratégicos, como etanol, carne bovina e aeronaves. A entidade acredita que o acordo pode abrir espaço para o Brasil avançar em suas próprias negociações, especialmente em relação à redução de tarifas em produtos como automóveis e autopeças.

O Brasil tem interesses claros em garantir acesso ao mercado americano, especialmente no setor de aeronaves, que representa um valor significativo nas exportações brasileiras. Além disso, o compromisso de avançar em negociações não tarifárias, como cooperação regulatória e comércio digital, é visto como essencial para fortalecer a relação comercial entre os dois países.

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