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Druzes temem ser esquecidos na Síria pós-guerra e buscam confiança em futuro incerto

Milícias islâmicas atacam comunidades Druze na Síria, resultando em pelo menos 137 mortos e crescente desconfiança na proteção do governo.

Mais de 100 pessoas foram mortas em violência sectária em um subúrbio ao sul de Damasco em abril - Foto: OMAR HAJ KADOUR/AFP via Getty Images
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  • Recentes ataques a comunidades Druze na Síria resultaram em pelo menos 137 mortes, incluindo civis e membros das forças de segurança.
  • Milícias islâmicas foram responsáveis pela violência, que gerou um clima de medo e desconfiança entre os Druzes.
  • Um áudio vazado com insultos a figuras religiosas intensificou a violência sectária, levando a confrontos e deslocamentos.
  • A confiança na proteção do governo de Bashar al-Assad diminuiu, apesar de declarações oficiais de que a segurança de todos os cidadãos está sendo garantida.
  • A presença de forças israelenses na região levanta questões sobre a eficácia da proteção estatal, enquanto a comunidade Druze busca justiça e segurança em um cenário incerto.

Conflitos e Insegurança na Comunidade Druze da Síria

Recentes ataques a comunidades Druze na Síria têm gerado um clima de medo e desconfiança. A violência, perpetrada por milícias islâmicas, resultou em confrontos que deixaram pelo menos 137 mortos, incluindo civis e membros das forças de segurança.

Lama al-Hassanieh, residente de Ashrafiyat Sahnaya, descreveu momentos de terror quando militantes armados invadiram seu bairro. “Jihad contra Druze” e ameaças de morte foram ouvidas enquanto ela se trancava em seu banheiro. A comunidade Druze, que historicamente buscou proteção sob o governo de Bashar al-Assad, agora se vê em uma posição vulnerável.

A situação se agravou após um áudio vazado que supostamente continha um insulto a figuras religiosas, levando a um aumento da violência sectária. Apesar de o governo sírio afirmar que os ataques foram realizados por “fora da lei”, a confiança na proteção estatal diminuiu consideravelmente.

A Reação da Comunidade

Estudantes da Universidade de Homs também enfrentaram hostilidade. Um aluno foi agredido após ser questionado sobre sua identidade Druze. Lama Zahereddine, estudante de farmácia, relatou que a violência a forçou a deixar sua casa, enquanto os homens da família permaneciam para defender a comunidade com armamento leve.

A insegurança é palpável entre os Druzes, que temem um futuro dominado por uma ordem sunitas intolerante. Hadi Abou Hassoun, um dos defensores da comunidade, expressou sua frustração com a falta de proteção do governo. “Quando alguém age por ódio sectário, não representa a nós”, afirmou.

A Resposta do Governo e a Intervenção Externa

Embora o governo sírio tenha declarado que está trabalhando para garantir a segurança de todos os cidadãos, a realidade é diferente. Durante os confrontos, Israel realizou ataques aéreos em áreas próximas, alegando proteger a comunidade Druze. A presença de forças israelenses na região, onde muitos Druzes vivem, levanta questões sobre a eficácia da proteção estatal.

Após os confrontos, a atmosfera em Ashrafiyat Sahnaya permanece tensa. Lama al-Hassanieh observa que, embora a calma tenha retornado, a desconfiança persiste. “A confiança foi quebrada”, disse ela, refletindo sobre a nova realidade em sua comunidade. A busca por justiça e proteção continua, enquanto os Druzes clamam por igualdade e segurança em um cenário cada vez mais incerto.

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