A arquiteta Margarida Caldeira, do escritório Broadway Malyan, está à frente do projeto Casa Figueira em Campinas, que ocupará 1 milhão de m² e terá 240 mil m² de áreas verdes, além de um boulevard. O investimento é de R$ 10 bilhões e a entrega dos lotes começará em 2028. Caldeira defende a criação de espaços que unam moradia, trabalho e lazer, inspirando-se em projetos bem-sucedidos como o East Village, no Canadá. Ela acredita que o Casa Figueira será um exemplo de urbanismo sustentável, com foco em práticas que respeitem o meio ambiente e promovam a convivência entre comércio e cultura. A arquiteta também enfatiza a importância de soluções simples e baratas para enfrentar os desafios climáticos e critica a destruição de edifícios, propondo a recuperação de estruturas existentes.
A arquiteta Margarida Caldeira, do escritório Broadway Malyan, está à frente do projeto Casa Figueira, um novo bairro planejado em Campinas (SP). Com um total de 1 milhão de m², o empreendimento incluirá 240 mil m² de áreas verdes e um boulevard, com um investimento estimado em R$ 10 bilhões. As entregas estão previstas para começar em 2028.
O projeto visa integrar moradia, trabalho e lazer, seguindo práticas sustentáveis. Caldeira, que lidera as operações do escritório em Portugal e no Brasil, destaca a importância de criar espaços que promovam a convivência harmoniosa entre diferentes usos urbanos. O Casa Figueira foi inspirado no East Village, em Calgary, onde o escritório já implementou soluções que melhoraram a qualidade de vida dos moradores.
As equipes do projeto visitaram cidades que obtiveram sucesso na integração de áreas urbanas com a natureza e a tecnologia renovável. Caldeira enfatiza que a legislação em Portugal exige construções que atendam aos padrões ESG (ambiental, social e de governança), promovendo práticas como a busca por carbono zero e o uso de energia solar.
Sustentabilidade e Urbanismo
A arquiteta acredita que o Casa Figueira será um modelo de estudo por cinquenta anos, reunindo boas práticas de urbanismo e arquitetura. Ela defende soluções simples e econômicas para mitigar os impactos climáticos, como o sombreamento adequado e a escolha de espécies de árvores para plantio.
Caldeira também critica a ideia de demolir edifícios para criar novas cidades. Ela sugere que estruturas deterioradas sejam ressignificadas e integradas ao novo contexto urbano, destacando a importância de parcerias público-privadas para revitalizar áreas abandonadas. Um exemplo é a transformação de Kings Cross, em Londres, que passou por um processo de reabilitação.
O projeto Casa Figueira, além de ser uma grande oportunidade imobiliária, busca preservar a memória e a estética das construções existentes, promovendo um desenvolvimento urbano sustentável e inovador.
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