Um terço das 123 assinaturas para o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está nas mãos de deputados da base governista, que ocupam ministérios. O pedido é motivado pelo bloqueio de R$ 6 bilhões do programa “Pé-de-Meia” pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com a alegação de “pedalada fiscal”, um argumento similar […]
Um terço das 123 assinaturas para o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está nas mãos de deputados da base governista, que ocupam ministérios. O pedido é motivado pelo bloqueio de R$ 6 bilhões do programa “Pé-de-Meia” pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com a alegação de “pedalada fiscal”, um argumento similar ao utilizado no impeachment de Dilma Rousseff.
O partido com mais assinaturas entre os aliados é o União Brasil, com dezoito deputados, seguido pelo PP (nove), MDB (seis), PSD (quatro) e Republicanos (três), totalizando quarenta parlamentares. A maior parte das assinaturas, no entanto, vem do PL, com setenta e um signatários, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de apoio de partidos de oposição como PSDB e Novo.
Apesar do número significativo de assinaturas, o pedido enfrenta desafios para avançar na Câmara. É necessário um clima de descontentamento político, que atualmente não se reflete no governo Lula, que tem cerca de 50% de aprovação. Em contraste, Dilma enfrentava menos de 10% de aprovação durante seu impeachment, e a atual administração mantém boas relações com a presidência do Congresso e uma coalizão de onze partidos.
Se o impeachment for pautado, será necessário atingir o quórum mais alto da legislação brasileira, que exige uma maioria qualificada. Isso significa que são necessários dois terços das cadeiras em ambas as casas, ou seja, 342 deputados e 54 senadores, para que o processo avance.
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