A cidade de Goma, na República Democrática do Congo, enfrenta uma grave crise humanitária em meio ao conflito entre o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, e o governo local. Cerca de 165 mulheres foram estupradas e queimadas vivas durante uma fuga em massa de prisioneiros na prisão de Munzenze, conforme relatado por Vivian van […]
A cidade de Goma, na República Democrática do Congo, enfrenta uma grave crise humanitária em meio ao conflito entre o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, e o governo local. Cerca de 165 mulheres foram estupradas e queimadas vivas durante uma fuga em massa de prisioneiros na prisão de Munzenze, conforme relatado por Vivian van de Perre, vice-chefe da força de paz da ONU. O incidente ocorreu em 27 de janeiro, quando os rebeldes do M23 chegaram à cidade, resultando em uma fuga de mais de 4.000 prisioneiros, enquanto a ala feminina da prisão foi incendiada.
As forças de paz da ONU não conseguiram investigar o ocorrido devido às restrições impostas pelos rebeldes. Imagens da prisão mostram colunas de fumaça logo após a chegada dos rebeldes, e a situação se agrava com a confirmação de que cerca de 2.000 corpos ainda aguardam sepultamento em Goma. A ONU expressou preocupação com o aumento da violência sexual na região, com relatos de mulheres sendo atacadas durante a fuga.
O M23 declarou um cessar-fogo humanitário a partir de 4 de fevereiro, mas a situação permanece tensa. O governo congolês denunciou os crimes cometidos e a ONU continua a receber relatos de violência sexual, incluindo casos envolvendo as forças armadas congolesas. A luta pelo controle de Goma e áreas vizinhas, ricas em recursos minerais, continua a gerar um cenário de instabilidade e sofrimento humano.
A cidade, que abriga cerca de 2 milhões de pessoas, está em estado de caos, com preços de alimentos disparando e a população enfrentando dificuldades de acesso a serviços básicos. A ONU alerta que a violência e a insegurança têm levado a um deslocamento forçado significativo, enquanto os rebeldes do M23 se reorganizam e avançam em direção a outras regiões, aumentando a incerteza sobre o futuro da área.
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