A Justiça de São Paulo determinou a penhora de dezoito imóveis pertencentes ao ex-prefeito Paulo Maluf, em razão de uma dívida de R$ 417 milhões com o município. Essa dívida é resultado de uma condenação por improbidade administrativa, que teve início em 1993 e se tornou definitiva em 2007, mas os valores nunca foram pagos. […]
A Justiça de São Paulo determinou a penhora de dezoito imóveis pertencentes ao ex-prefeito Paulo Maluf, em razão de uma dívida de R$ 417 milhões com o município. Essa dívida é resultado de uma condenação por improbidade administrativa, que teve início em 1993 e se tornou definitiva em 2007, mas os valores nunca foram pagos. Entre os bens penhorados, destaca-se uma mansão na praia da Enseada, Guarujá, avaliada em R$ 2,7 milhões, além de imóveis comerciais na Rua Augusta e um apartamento no centro de São Paulo.
O juiz Fausto José Martins Seabra, da 3ª Vara de Fazenda Pública, foi responsável pela decisão, que inclui a penhora de imóveis em diversas localidades, como Itaquera e Itapecerica da Serra. A lista de bens bloqueados também abrange terrenos e lojas, sendo que a maior parte dos imóveis está situada em áreas valorizadas da capital paulista. A defesa de Maluf, que não se manifestou sobre o caso, tem o direito de impugnar a penhora, já que ele não é o único proprietário de vários dos bens listados.
Maluf, atualmente com 93 anos, já enfrentou outras condenações, incluindo uma de sete anos e nove meses por lavagem de dinheiro, cumprida em regime domiciliar. A ação que resultou na penhora dos imóveis foi movida pelo ex-vereador Maurício Faria, que alegou que Maluf utilizou um símbolo de sua campanha eleitoral como marca oficial da gestão municipal, o que configuraria promoção pessoal. A defesa argumenta que o local indicado para penhora é o mesmo onde Maluf reside com sua família.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal da Suíça determinou a repatriação de aproximadamente R$ 80 milhões que estavam bloqueados nas contas de Maluf na Suíça. Além disso, a Eucatex, empresa da família Maluf, e o Banco BTG Pactual iniciaram o pagamento de um acordo para devolver US$ 44 milhões (cerca de R$ 220 milhões) aos cofres municipais, resultado de uma ação civil pública por desvio de verbas durante sua gestão.
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