O ex-governador de Tocantins, Mauro Carlesse, teve sua liberdade provisória concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira, após ser preso no ano passado por indícios de que poderia fugir ao exterior. A decisão liminar atendeu ao habeas corpus protocolado pela defesa, que argumentou que Carlesse aguardará o julgamento em liberdade, sob medidas cautelares. […]
O ex-governador de Tocantins, Mauro Carlesse, teve sua liberdade provisória concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira, após ser preso no ano passado por indícios de que poderia fugir ao exterior. A decisão liminar atendeu ao habeas corpus protocolado pela defesa, que argumentou que Carlesse aguardará o julgamento em liberdade, sob medidas cautelares. A prisão foi autorizada pela 3ª Vara Criminal de Palmas, que destacou a possibilidade de fuga para a Itália, onde um sobrinho teria facilitado o aluguel de um imóvel.
O ex-secretário e sobrinho de Carlesse, Claudenir Quaresemin, também recebeu liberdade provisória. Ele é apontado como responsável por organizar a possível fuga do ex-governador para Marsciano, na Itália, onde Carlesse, com cidadania italiana, teria entrada facilitada. Quaresemin afirmou em entrevista que as movimentações foram relacionadas a férias e negócios, e não a uma tentativa de fuga. Ele mencionou que possui uma casa na Itália e que suas idas ao Uruguai são por motivos comerciais.
Mauro Carlesse foi preso em dezembro na Fazenda Joia Rara, em São Salvador, e é acusado de envolvimento em um esquema de corrupção. Durante seu mandato, de 2019 a 2021, ele enfrentou diversas investigações, incluindo uma operação que apurou desvios de recursos públicos e pagamento de propinas. Em março de 2022, um processo de impeachment foi aberto, mas Carlesse renunciou antes da votação final.
Recentemente, Carlesse foi alvo de busca e apreensão por investigações relacionadas a fraudes em licitações da Secretaria de Infraestrutura. O STJ, por meio do ministro Antônio Saldanha, suspendeu a prisão preventiva, permitindo que o ex-governador aguarde o julgamento do recurso em liberdade, com a imposição de medidas cautelares. A decisão também se aplica a Quaresemin.
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