Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada ontem, revela que os novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), enfrentam alta rejeição popular. Ambos têm avaliações negativas superiores às de figuras políticas como o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde que assumiram em […]
Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada ontem, revela que os novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), enfrentam alta rejeição popular. Ambos têm avaliações negativas superiores às de figuras políticas como o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde que assumiram em 1º de fevereiro, Motta apresenta apenas 11% de aprovação, enquanto 47% dos entrevistados o avaliam negativamente. Alcolumbre, por sua vez, tem apenas 8% de imagem positiva, com 65% de desaprovação.
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, atribui essa rejeição à falta de identificação política clara dos dois líderes. Segundo ele, a tendência é que os entrevistados avaliem negativamente a classe política em geral, especialmente quando não se sentem alinhados a um dos lados do espectro político. Roman destaca que Motta e Alcolumbre não possuem apoio significativo que possa melhorar suas imagens, resultando em uma percepção negativa generalizada.
O cientista político Leandro Consentino, professor do Insper, complementa que a associação de Motta e Alcolumbre ao centrão, um grupo frequentemente criticado, contribui para a desaprovação. Ele observa que, por não estarem diretamente ligados ao Executivo, não conseguem apresentar resultados que atenuem a imagem negativa que a população tem deles. Essa combinação de fatores resulta em altos índices de desaprovação.
Por fim, a professora Silvana Krause, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sugere que a pesquisa pode indicar uma mudança na percepção do eleitorado em relação ao Legislativo. Ela acredita que a população começa a responsabilizar o Congresso pela situação política do país, reconhecendo que a responsabilidade não recai apenas sobre o Executivo, mas também sobre as ações do Legislativo.
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