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Mulheres afro lutam por inclusão em um Uruguai que resiste à paridade

- Doris Piriz é a primeira mulher afro no Senado uruguaio, representando avanços. - Cladem Uruguay alerta sobre desigualdade de gênero na política, especialmente para afrodescendentes. - Leticia Rodríguez Taborda, ativista, destaca a luta por equidade racial em sua trajetória. - A população afrodescendente no Uruguai é de cerca de 340 mil, representando 10%. - Desafios persistem para mulheres afro na política, apesar da lei de paridade vigente.

Em 2013, Uruguai promulgou uma lei para promover a igualdade de oportunidades e a equidade racial para a população afrodescendente. Leticia Rodríguez Taborda, na época com 31 anos, era produtora audiovisual e ativista do movimento afro. Hoje, aos 43 anos, ocupa o cargo de diretora da Secretaria de Equidade Étnico Racial e Poblaciones Migrantes da […]

Em 2013, Uruguai promulgou uma lei para promover a igualdade de oportunidades e a equidade racial para a população afrodescendente. Leticia Rodríguez Taborda, na época com 31 anos, era produtora audiovisual e ativista do movimento afro. Hoje, aos 43 anos, ocupa o cargo de diretora da Secretaria de Equidade Étnico Racial e Poblaciones Migrantes da Intendência de Montevideo. Taborda destaca a importância de reconhecer a história do povo afrodescendente no Uruguai, questionando a ausência de figuras históricas e sua contribuição para a sociedade.

A população afrodescendente no Uruguai representa cerca de 10% do total, com aproximadamente 340 mil habitantes. Recentemente, a Cladem Uruguay expressou preocupação com a violência contra mulheres e a desigualdade na participação política. Embora as mulheres estejam ativas nas bases dos partidos, o acesso a cargos de liderança continua sendo um desafio, mesmo com a lei de cotas que visa promover a paridade. A senadora suplente Doris Piriz, única mulher afro no Senado, busca fortalecer a identidade afro e desenvolver projetos voltados para a saúde mental da população afrodescendente.

Vicenta Camusso, uma das pioneiras na luta por equidade de gênero e antirracismo, relembra sua trajetória desde os anos 70, quando começou a se envolver em movimentos sociais. Camusso, que hoje lidera o Instituto Afrodescendiente para o Estudo, a Pesquisa e o Desenvolvimento, enfatiza a importância da formação em liderança para mulheres afrodescendentes. Myrna Sosa Pereyra, outra ativista, trabalha para combater preconceitos étnicos em um município onde a população afro é apenas 2,6%. Ela organiza palestras sobre antirracismo em escolas, destacando a diversidade atual do Uruguai.

A luta por representatividade política e equidade racial continua a ser um desafio no Uruguai. As ativistas, como Taborda, Piriz, Camusso e Sosa Pereyra, buscam não apenas visibilidade, mas também a inclusão de suas vozes em diversas áreas, como política econômica e saúde. A história e as contribuições da população afrodescendente são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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