O União Brasil e o PP formaram uma federação chamada União Progressista, que se tornou a maior força política do Congresso, com 109 deputados e 14 senadores. Apesar do tamanho, a federação enfrenta conflitos internos sobre quem liderará e quais candidatos apoiar em diferentes estados, especialmente em São Paulo, Paraná e Pernambuco. Em alguns estados, um partido é aliado do governo local enquanto o outro é oposição, dificultando a unificação das estratégias. Por exemplo, na Bahia, o ex-prefeito ACM Neto, do União, é oposição ao governador do PT, enquanto o PP se aproxima do governo. Em Minas Gerais, o PP apoia o governador Zema, enquanto o União busca aliança com Rodrigo Pacheco. A federação também terá que decidir sua posição nas eleições presidenciais de 2026, com o PP alinhado a Jair Bolsonaro e o União com uma ala que apoia Lula. A federação terá um fundo eleitoral de quase R$ 1 bilhão e, apesar das divergências, busca manter a unidade para as próximas eleições.
O União Brasil e o Progressistas (PP) formalizaram a criação da federação União Progressista nesta terça-feira, 29 de abril de 2025. A aliança, que reúne 109 deputados e 14 senadores, se torna a maior força política do Congresso Nacional. O evento de lançamento ocorreu no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília.
A federação, válida por quatro anos, visa atuar de forma unificada nas eleições de 2026, incluindo a presidência, governos estaduais e cargos no Legislativo. Apesar da união, surgem conflitos internos sobre liderança e candidaturas em diversos estados, como São Paulo, Paraná e Pernambuco. Em São Paulo, a disputa pela presidência da federação gerou tensões, com o deputado federal Maurício Neves, do PP, e Milton Leite, do União, divergindo sobre quem deve liderar.
No Paraná, o senador Sergio Moro, do União, é o favorito para o governo, mas enfrenta resistência do PP, que apoia o atual governador Ratinho Júnior. Em Pernambuco, o PP já ocupa cargos no governo da governadora Raquel Lyra, enquanto o União busca apoio do prefeito do Recife, João Campos. Essas tensões regionais refletem a dificuldade de alinhar estratégias dentro da federação.
Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antonio Rueda, presidente do União, compartilharão a presidência da federação até dezembro de 2025. Após esse período, um único líder será escolhido. A federação também terá acesso a um fundo eleitoral de quase R$ 1 bilhão, o que representa a maior fatia entre os partidos registrados.
O manifesto da federação defende um “choque de prosperidade” e menos intervenção do Estado na economia, criticando a gestão do PT. Apesar de manter ministérios no governo Lula, a federação se posiciona como uma alternativa ao atual governo, buscando fortalecer sua presença nas eleições de 2026.
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