Na Alemanha, muitos pesquisadores enfrentam problemas de bullying e assédio, especialmente mulheres e estudantes internacionais. Um professor de biologia em uma universidade renomada é acusado de intimidar seus alunos por décadas, exigindo produtividade excessiva e retaliando aqueles que não atendem suas expectativas. Apesar de o comportamento dele ser conhecido pela universidade, nenhuma ação foi tomada devido ao medo de represálias por parte das vítimas. Um grupo chamado Rede por uma Pesquisa Sustentável foi criado para promover mudanças nas estruturas acadêmicas e proteger os pesquisadores em início de carreira. Relatos de abusos similares surgiram em outras instituições, mostrando que o problema é generalizado. Pesquisas indicam que uma parte significativa dos acadêmicos já vivenciou ou testemunhou abusos de poder. Embora haja um aumento nas denúncias, muitos ainda têm medo de se manifestar. A situação é complicada por leis que dificultam a proteção dos denunciantes e pela falta de canais eficazes para lidar com as queixas. A pressão por mudanças é crescente, com propostas para melhorar as condições de trabalho e aumentar a duração dos contratos para pesquisadores.
A academia na Alemanha enfrenta um grave problema de bullying e assédio, especialmente contra mulheres e estudantes internacionais. Recentemente, um grupo de pesquisadores formou a Rede por uma Pesquisa Sustentável para promover reformas estruturais, em meio ao aumento das queixas sobre abusos e pressão por mudanças nas condições de trabalho.
Um caso emblemático envolve um renomado pesquisador de biologia em uma das universidades mais bem financiadas do país. Ele é acusado de bullying e de impor demandas irreais a seus subordinados, com foco em mulheres e estudantes internacionais. Quatorze membros atuais e ex-integrantes de seu laboratório relataram que, se as exigências não forem atendidas, ele retira cartas de recomendação e aprovações de folgas. Além disso, o professor é conhecido por enviar e-mails depreciativos a potenciais empregadores.
A universidade está ciente do comportamento do professor, mas não houve investigação, pois os reclamantes pediram anonimato, temendo retaliações. A legislação trabalhista alemã dificulta a manutenção desse anonimato durante investigações. A falta de supervisão efetiva e a hierarquia acentuada nas instituições acadêmicas contribuem para a perpetuação de abusos.
Daniel Leising, professor da Universidade Técnica de Dresden, destaca que a cultura acadêmica na Alemanha normaliza esse tipo de comportamento. A Rede por uma Pesquisa Sustentável, formada em abril de 2024, busca identificar e defender reformas estruturais para proteger pesquisadores em início de carreira, que frequentemente enfrentam contratos temporários e insegurança.
Estudos recentes indicam que cerca de 23% dos pesquisadores na Alemanha relataram ter sofrido abuso de poder nos últimos dois anos. O aumento das queixas é visto como um sinal positivo de que o problema está sendo mais discutido. A Conferência dos Reitores da Alemanha prioriza o combate ao abuso de poder acadêmico, reconhecendo que a transparência é essencial para a melhoria do ambiente de trabalho nas universidades.
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