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STF inicia julgamento de Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão ao CNJ

STF avalia a condenação de Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão ao CNJ; PGR pede cassação do mandato da deputada.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar se a deputada federal Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti devem ser absolvidos ou condenados por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Eles são acusados de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que os dois planejaram ataques ao CNJ para desacreditar a Justiça e incitar atos antidemocráticos. A defesa de Zambelli pede sua absolvição, alegando falta de provas que a liguem ao crime. Delgatti, que está preso, confessou que agiu por causa de uma promessa de emprego feita por Zambelli e disse que ela foi a mandante da invasão. Ele colaborou com a investigação, entregando informações à Polícia Federal. Além disso, Zambelli também enfrenta um julgamento por porte ilegal de arma. O julgamento foi interrompido após cinco votos pela condenação e será retomado quando o ministro Nunes Marques devolver o caso ao plenário.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta sexta-feira (9), o julgamento da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do hacker Walter Delgatti, réus por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a cassação do mandato de Zambelli, alegando que ambos tentaram desestabilizar a Justiça.

A acusação sustenta que Zambelli e Delgatti articularam ataques coordenados ao sistema do CNJ, visando questionar a legitimidade da Justiça e incitar atos antidemocráticos. A defesa da deputada argumenta que não há provas concretas de seu envolvimento e que a PGR não conseguiu comprovar a participação dela na invasão.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, com os ministros podendo votar até o dia 16 de maio. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, que conta com a participação dos ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Confissão e Acusações

Walter Delgatti, atualmente preso, confessou que agiu sob a promessa de emprego feita por Zambelli. A defesa do hacker afirma que ele foi o “mandante intelectual” da invasão, ressaltando que colaborou com as investigações e entregou dados à Polícia Federal (PF).

A PGR destacou a gravidade das ações de Zambelli e Delgatti, afirmando que seus atos atentaram contra a segurança e a integridade do Poder Judiciário. Além disso, Zambelli enfrenta outro processo por porte ilegal de arma, relacionado a um episódio em que perseguiu um homem em São Paulo.

O julgamento foi interrompido pelo ministro Nunes Marques, que já havia votado pela condenação da deputada e pela perda do mandato. A continuidade do julgamento ocorrerá assim que Nunes Marques devolver o caso ao plenário.

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