O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se filiou ao PSD após 24 anos no PSDB e se colocou como pré-candidato à Presidência em 2026. Ele enfrenta a concorrência interna de Ratinho Júnior, governador do Paraná, que também deseja a candidatura. Leite comentou que a forte ligação de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, com Jair Bolsonaro pode dificultar sua candidatura. Ele expressou que não tem interesse em competir diretamente com Ratinho e que está disposto a apoiar Tarcísio se o partido decidir não lançar um candidato próprio. Leite acredita que o PSDB está perdendo relevância e que sua nova filiação ao PSD permitirá uma contribuição mais significativa para o Brasil. Ele também não descarta a possibilidade de se candidatar ao Senado caso não consiga viabilizar sua candidatura presidencial.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, oficializou sua filiação ao PSD nesta sexta-feira, 9 de maio de 2025, após 24 anos no PSDB. Leite se coloca como pré-candidato à Presidência da República em 2026, em um cenário que inclui a concorrência interna com o governador do Paraná, Ratinho Júnior.
Leite destacou que sua decisão de deixar o PSDB se deu pela percepção de que a legenda “está deixando de existir”. Ele afirmou que o novo partido, sob a liderança de Gilberto Kassab, oferece uma oportunidade para construir um projeto político que supere a polarização atual. “É para pensar o Brasil, para termos um projeto para o Brasil”, declarou.
O governador também comentou sobre a possibilidade de apoiar Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, caso o PSD opte por não lançar uma candidatura própria. Leite enfatizou que a identidade de Tarcísio com o ex-presidente Jair Bolsonaro pode complicar sua candidatura, mas não a descarta completamente.
Disputa Interna e Futuro Político
A filiação de Leite ao PSD ocorre em meio a uma fusão do PSDB com o Podemos, o que gerou descontentamento entre alguns membros da antiga legenda. O PSDB lamentou a saída de Leite, considerando-o um quadro de grande relevância. Com a migração, o PSD agora conta com quatro governadores, enquanto o PSDB pode ficar sem nenhum, já que Eduardo Riedel, governador do Mato Grosso do Sul, também está em negociação com outras siglas.
Leite afirmou que não tem interesse em realizar prévias contra Ratinho Júnior e que está disposto a dialogar para encontrar a melhor solução para o partido. “Não venho para cá com desejo de prévias”, afirmou. Caso não consiga viabilizar sua candidatura à presidência, Leite não descarta a possibilidade de concorrer ao Senado.
Análise do Cenário Político
A mudança de partido de Leite reflete um movimento estratégico em um cenário político polarizado, onde muitos eleitores buscam alternativas. O governador gaúcho acredita que há espaço para um projeto novo e conciliador, que possa atrair eleitores insatisfeitos com as opções atuais. “O sentimento é de insatisfação com o atual governo”, disse.
O PSD, por sua vez, busca consolidar sua posição como uma força de centro na política nacional, e a chegada de Leite pode fortalecer essa estratégia. Kassab, ao receber Leite, afirmou que a filiação traz uma nova liderança ao partido, que pretende se posicionar como uma alternativa viável nas próximas eleições.
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