Luiz Frias, publisher da Folha de S.Paulo, falou sobre liberdade de expressão e a ascensão da extrema direita no Brasil e nos EUA. Ele destacou que a repetição de mentiras é uma tática comum desses grupos, especialmente em relação a eleições. Frias defendeu a decisão da Folha de publicar um artigo de Jair Bolsonaro, argumentando que é importante ouvir diferentes opiniões, mesmo que isso gere críticas. Ele explicou que a liberdade de expressão é fundamental para a democracia e que silenciar opiniões, mesmo as mais controversas, pode ser perigoso. A Folha acredita que o debate aberto é a melhor forma de encontrar a verdade e que é essencial dar voz a todos os lados, incluindo aqueles que tiveram uma parte significativa dos votos nas eleições.
Luiz Frias, publisher da Folha de S.Paulo, abordou a liberdade de expressão e a ascensão da extrema direita em palestra na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) em quinze de maio. Ele destacou a desinformação e os ataques aos sistemas eleitorais no Brasil e nos Estados Unidos, citando os casos de Jair Bolsonaro e Donald Trump.
Frias defendeu a decisão da Folha de publicar um artigo de opinião de Bolsonaro, ressaltando a importância do pluralismo e do confronto de ideias. Ele argumentou que a repetição de mentiras pela extrema direita é uma tática comum, especialmente após derrotas eleitorais. Segundo ele, tanto Trump quanto Bolsonaro atacaram a legitimidade das eleições sem apresentar provas.
O publisher observou que a Folha é frequentemente criticada por sua postura pluralista, especialmente após a publicação do artigo de Bolsonaro em novembro de 2024. Ele esclareceu que a liberdade de expressão é fundamental para a democracia e que a censura prévia não é aceitável. A Folha, segundo Frias, busca dar voz a todos os lados, incluindo aqueles que obtiveram 49,1% dos votos na última eleição.
Frias citou o filósofo John Stuart Mill, que defendeu que silenciar opiniões é um erro, pois impede a troca de ideias e a evolução da sociedade. Ele enfatizou que o confronto de ideias é essencial para a correção de erros e o progresso do conhecimento humano. A Folha, portanto, acredita que a liberdade de expressão deve ser amplamente garantida, mesmo para opiniões controversas.
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