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Câmara dos Deputados inicia análise de projeto que regulamenta inteligência artificial no Brasil

Câmara dos Deputados analisa projeto de lei sobre inteligência artificial, mas modelo de remuneração por direitos autorais enfrenta desafios.

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A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para analisar o projeto de lei que regula a inteligência artificial no Brasil. A deputada Luiza Canziani presidirá a comissão, que também contará com Aguinaldo Ribeiro como relator. O projeto, que foi aprovado no Senado no ano passado, visa estabelecer um sistema de regulação e governança da IA, coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Ele prevê sanções para descumprimento das regras, incluindo multas e suspensão de sistemas de IA. O texto classifica tecnologias de alto risco, que terão regras mais rigorosas, e proíbe aquelas consideradas de risco excessivo, como armas autônomas. Além disso, o projeto aborda a remuneração por direitos autorais, exigindo pagamento aos criadores de conteúdo usado para treinar IA. No entanto, um estudo do centro de pesquisas Reglab aponta que é difícil medir a contribuição de cada obra, o que pode tornar a remuneração inviável. O estudo sugere que o Brasil poderia se inspirar em modelos de outros países, como o Japão, que não exige pagamento por direitos autorais, ou a União Europeia, que permite o uso de dados mediante negociação. Se a lei for aprovada como está, pode haver insegurança jurídica, levando empresas a treinar suas IAs fora do Brasil.

A Câmara dos Deputados instalou uma comissão especial nesta terça-feira, 20, para analisar o projeto de lei que regulamenta a inteligência artificial (IA) no Brasil. A comissão será presidida pela deputada federal Luiza Canziani (PSD-PR), com relatoria de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O projeto, que foi apresentado em 2023 e aprovado no Senado, busca estabelecer um sistema de regulação e governança da IA no país.

O texto cria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O SIA terá a responsabilidade de estabelecer regulações e fiscalizar o cumprimento das normas. O projeto prevê sanções para descumprimento, que podem incluir multas de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento bruto da empresa infratora.

Entre as tecnologias de alto risco que receberão regulação reforçada estão sistemas utilizados na seleção de estudantes, recrutamento de emprego e gestão de imigração. Já as tecnologias de risco excessivo, como armas autônomas, serão proibidas. Empresas que utilizarem sistemas de alto risco terão obrigações de segurança e mitigação de vieses discriminatórios.

Desafios na Remuneração por Direitos Autorais

Um ponto controverso do projeto é a proposta de remuneração por direitos autorais para conteúdos utilizados no treinamento de IA. Um estudo do Reglab aponta que não é viável medir a contribuição de cada obra para o resultado final de um produto de IA, tornando difícil definir valores a serem pagos aos criadores. O diretor-executivo do Reglab, Pedro Henrique Ramos, destaca que a falta de métricas precisas pode tornar a remuneração arbitrária.

Ramos sugere que o Brasil poderia se inspirar em modelos de outros países, como o Japão, que não exige remuneração por direitos autorais, ou a União Europeia, que permite o uso de dados sem pagamento, mas exige negociação individual com os produtores. Ele alerta que, se a lei for aprovada como está, pode haver insegurança jurídica, levando empresas a treinar suas IAs fora do Brasil.

A comissão especial terá acesso ao estudo do Reglab e deverá considerar essas questões durante a análise do projeto.

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