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Memoriais nacionais homenagearão vítimas da ditadura militar no Brasil

Memoriais em homenagem às vítimas da ditadura militar ganham força no Brasil, com novos locais mapeados e iniciativas de preservação.

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O Brasil está criando memoriais para lembrar as vítimas da ditadura militar que ocorreu após o golpe de 1964. O Ministério Público Federal e o Ministério dos Direitos Humanos mapearam 49 locais importantes relacionados a esse período, que serão chamados de “lugares de memória”. Um exemplo é a antiga Casa da Morte, em Petrópolis, que será transformada no Memorial de Liberdade, Verdade e Justiça. A Justiça também determinou que a antiga sede do Dops no Rio de Janeiro seja devolvida ao governo federal para a criação de um memorial. Além disso, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos retomou a identificação de ossadas de desaparecidos políticos no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. Em São Paulo, um novo memorial está previsto para ser inaugurado em 2026, no local onde ocorreram julgamentos e torturas. Esses esforços no Brasil seguem o exemplo de outros países da América do Sul que também enfrentaram ditaduras. O ex-secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, destacou a importância da Casa da Morte e a coragem de Inês Etienne Romeu, a única sobrevivente desse local. O projeto do memorial em Petrópolis está sendo apoiado pela Universidade Federal Fluminense, que irá promover audiências públicas sobre o tema. O governo também destinou recursos para a implementação do projeto e a lista de locais a serem preservados pode aumentar nos próximos meses.

Decisões recentes do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania impulsionaram a criação de memoriais em homenagem às vítimas da ditadura militar no Brasil. O ministério mapeou quarenta e nove locais de memória relacionados ao período de repressão política, que serão identificados e preservados.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o imóvel onde funcionou a Casa da Morte, um centro clandestino de tortura, seja transformado no Memorial de Liberdade, Verdade e Justiça. O local, em Petrópolis, será batizado em homenagem a Inês Etienne Romeu, a única sobrevivente da Casa da Morte. O ex-secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, destacou a importância de Etienne para a denúncia do local.

Além disso, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos retomou a identificação de ossadas de desaparecidos políticos no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, onde duas mil e cem pessoas foram enterradas como indigentes durante os anos de repressão. Um memorial no cemitério foi recuperado e agora conta com novas placas indicando os nomes de quinze perseguidos políticos.

Novos Memoriais

O ministério também planeja a criação de um terceiro memorial na antiga Usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes. Depoimentos indicam que corpos de vítimas da repressão foram incinerados no local. Em São Paulo, o Memorial da Luta pela Justiça está previsto para ser inaugurado em dois mil e vinte e seis, na antiga sede das Auditorias Militares.

Essas iniciativas no Brasil se alinham a esforços semelhantes em outros países da América do Sul, como Argentina e Chile, que também enfrentaram ditaduras. O ex-secretário Nilmário Miranda ressaltou que a Casa da Morte é um dos locais mais representativos dos Anos de Chumbo no Brasil. A instalação do memorial contará com a parceria da Universidade Federal Fluminense (UFF), que realizará audiências públicas para discutir a importância do local.

O valor de R$ 1,4 milhão foi repassado ao município para a implantação do projeto. O mapeamento de locais de violação de direitos humanos deve aumentar nos próximos meses, incluindo sedes do DOPS em várias cidades e hospitais-colônia.

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