O presidente Lula defendeu a exploração de novas reservas de petróleo na Margem Equatorial, perto da Amazônia, afirmando que o mundo ainda depende dos combustíveis fósseis. Ele fez essa declaração enquanto o Brasil se prepara para a COP30, uma importante conferência sobre clima. A Petrobras está aguardando licença para iniciar um grande projeto de exploração na região, que fica a 545 km da costa. Lula questionou por que o Brasil não pode usar seus recursos para ajudar na transição energética, mencionando a mistura de etanol na gasolina e biodiesel no diesel como alternativas menos prejudiciais. A Margem Equatorial tem reservas estimadas em 10 bilhões de barris de petróleo, e o Brasil já concedeu áreas de exploração a consórcios que incluem a Petrobras e a ExxonMobil, arrecadando 844 milhões de reais. No entanto, essa exploração enfrenta resistência de ambientalistas e do Ministério Público, que alertam sobre os riscos para a Amazônia e o clima.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, 19, a exploração de novas reservas de petróleo na Margem Equatorial, próxima à Amazônia. Ele afirmou que o mundo “não está preparado” para viver sem combustíveis fósseis, em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP30, conferência climática da ONU, em novembro.
A Petrobras, empresa estatal, aguarda licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar um megaprojeto de exploração na região. Lula destacou que a exploração ocorrerá a 545 km da costa, em águas internacionais, onde países como Guiana e Suriname já estão realizando perfurações.
“Por que a gente não pode explorar essa riqueza nossa para que a gente possa fazer outra riqueza acontecer, que é a transição energética?”, questionou o presidente em entrevista ao podcast do rapper Mano Brown. Ele também mencionou que o petróleo pode ser menos prejudicial, citando a incorporação de 30% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no óleo diesel no Brasil.
A Margem Equatorial possui reservas estimadas em 10 bilhões de barris de petróleo bruto. Recentemente, o Brasil concedeu 19 das 47 áreas de exploração na mesma região a consórcios liderados pela Petrobras-ExxonMobil e Chevron-CNPC, arrecadando R$ 844 milhões. Essa concessão enfrenta resistência de grupos ambientalistas e do Ministério Público, que pedem a suspensão dos leilões, alegando que a exploração pode comprometer a Amazônia e seu papel no combate ao aquecimento global.
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