Durante a Marcha para Jesus em São Paulo, o PT tentou se aproximar dos evangélicos, um grupo que rejeita o governo Lula. O partido criticou Jair Bolsonaro por um caso de espionagem envolvendo um pastor, usando a ocasião para reforçar sua mensagem. A crítica foi baseada em um relatório da Polícia Federal que revelou que Bolsonaro mandou investigar o pastor Josué Valandro Júnior. Lula não esteve presente, mas foi representado por Jorge Messias, um advogado evangélico que trabalha com o governo nesse segmento. A rejeição ao governo Lula é alta entre os evangélicos, com 66% avaliando negativamente sua gestão. Para mudar essa situação, o PT está ampliando benefícios às igrejas e ajustando seu discurso para se conectar melhor com esse público, incluindo a criação do programa “Prospera Brasil”, que visa apoiar o empreendedorismo e a independência financeira.
Enquanto milhares de fiéis participavam da Marcha para Jesus em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou sua estratégia para conquistar o eleitorado evangélico, um grupo que apresenta alta rejeição ao governo Lula. A data foi utilizada para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mencionando um inquérito da Polícia Federal sobre espionagem envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante sua gestão.
A mensagem divulgada no grupo do curso Fé e Democracia para evangélicos, promovido pela Fundação Perseu Abramo, acusou Bolsonaro de ter espionado um pastor próximo à sua família. A imagem que acompanhava a mensagem afirmava: “Bolsonaro mandou espionar o pastor da própria família”. Essa referência se baseia no relatório final da Polícia Federal, que perdeu o sigilo recentemente e revelou que o pastor Josué Valandro Júnior foi alvo de um pedido de pesquisa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à marcha, sendo representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico e atua como articulador do governo com o segmento religioso. A ausência de Lula se dá em um contexto onde 66% dos evangélicos avaliam negativamente seu governo, segundo pesquisa da Quaest. Essa rejeição motivou o PT a adotar gestos simbólicos e políticas voltadas ao público evangélico.
Estratégias do Governo
O governo Lula busca reverter essa situação por meio de ações como a ampliação de benefícios às igrejas, especialmente durante a tramitação da Reforma Tributária. A proposta de estender a imunidade tributária a entidades filantrópicas ligadas a templos religiosos visa acalmar a bancada evangélica, que frequentemente critica o governo por atuar contra seus interesses.
Além disso, Lula tem ajustado seu discurso, incorporando termos como “prosperidade”, que ressoam com o imaginário neopentecostal. O ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, está preparando o lançamento do programa “Prospera Brasil”, que visa fomentar iniciativas de empreendedorismo, dialogando com valores como independência financeira e mobilidade social, que são importantes para o público evangélico.
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