O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir sobre a relação de trabalho entre motoristas e entregadores de aplicativos e as empresas que os contratam, o que pode mudar muito o setor. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) encomendou um estudo que mostra que, se o vínculo empregatício for reconhecido, o preço das corridas pode aumentar em 33,6% e o das entregas em 26,1%. Além disso, pode haver uma perda de 1,27 milhões de motoristas e entregadores, sendo 897 mil motoristas e 373 mil entregadores. Atualmente, existem 2,2 milhões de motoristas e entregadores ativos no Brasil, um aumento de 31% em relação ao ano passado. O estudo também aponta que a mudança no status trabalhista pode reduzir a massa salarial em 31% para motoristas e 50% para entregadores. Esses dados mostram como a decisão do STF pode afetar a relação entre as plataformas de entrega e seus trabalhadores.
Às vésperas do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o vínculo trabalhista entre motoristas e entregadores de aplicativos e as empresas que os contratam, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) encomendou um estudo que revela possíveis impactos significativos no setor. A decisão do STF pode ter repercussão geral, afetando milhões de trabalhadores.
O estudo, realizado pela consultoria Ecoa, aponta que o reconhecimento do vínculo empregatício pode resultar em um aumento de 33,6% no preço médio das corridas e de 26,1% nas entregas. Além disso, a análise prevê uma redução de 1,27 milhões de motoristas e entregadores no mercado, sendo 897 mil motoristas e 373 mil entregadores. A Amobitec representa plataformas como Uber, 99, iFood, Amazon, Shein e Buser.
Em outra pesquisa divulgada pela Amobitec, realizada pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, foi identificado que existem atualmente 2,2 milhões de motoristas e entregadores ativos no Brasil, um aumento de 31% em relação a 2022. O estudo também indica que a mudança no status trabalhista poderia levar a uma redução da massa salarial de 31% para motoristas e de 50% para entregadores.
Esses dados ressaltam a complexidade da relação entre as plataformas de entrega e seus trabalhadores, evidenciando os desafios que podem surgir caso o STF decida reconhecer o vínculo empregatício. A expectativa é alta, e o setor aguarda ansiosamente a decisão que pode transformar a dinâmica do trabalho nas plataformas digitais.
Entre na conversa da comunidade