- Cristãos na Síria realizam protestos após atentado na Igreja Ortodoxa do Profeta Elias, que deixou 25 mortos.
- Em Qamishli, manifestantes marcharam com cruzes e cartazes pedindo o fim da perseguição à minoria cristã.
- Funerais dos mártires começaram em várias cidades, com culto principal na Igreja da Santa Cruz em Damasco, liderado pelo Patriarca João X Yazigi.
- Yazigi criticou a falta de proteção do governo e afirmou que um telefonema do presidente Ahmed al-Sharaa não é suficiente.
- Líderes religiosos expressaram preocupação com a segurança da comunidade cristã, citando ameaças nas redes sociais e a inação do governo.
Cristãos na Síria realizam protestos contra a violência após atentado em igreja
Cristãos na Síria intensificam protestos contra a violência após um atentado na Igreja Ortodoxa do Profeta Elias, que resultou na morte de 25 pessoas. Em Qamishli, manifestantes marcharam com cruzes e cartazes, clamando pelo fim da perseguição à minoria cristã. O grupo, composto por jovens e idosos, uniu vozes em um apelo contra o extremismo, afirmando: “As casas de Deus são sagradas e soberanas”.
Os funerais dos mártires do ataque, ocorrido em 22 de junho, começaram na última terça-feira (24) em várias cidades sírias. O culto principal aconteceu na Igreja da Santa Cruz em Damasco, liderado pelo Patriarca João X Yazigi, que criticou a falta de proteção do governo. “O telefonema do presidente Ahmed al-Sharaa não é suficiente para nós”, declarou Yazigi, enfatizando a gravidade do ataque.
Entre os heróis do atentado, destaca-se Milad, que tentou impedir o homem-bomba de entrar na igreja. Seu irmão, Emad, expressou a insegurança da comunidade cristã, afirmando: “Não estamos mais seguros aqui.” A jovem Angie Awabde, ferida no ataque, também compartilhou seu desejo de deixar o país, ressaltando a incerteza do futuro para os cristãos na Síria.
Ambiente de insegurança
A situação para os cristãos na Síria se agrava sob a liderança de Ahmed al-Sharaa, que tem vínculos com grupos islâmicos. O recente ataque reacendeu temores de mais perseguições. Em março, confrontos entre forças governamentais e combatentes pró-Assad resultaram em centenas de mortes, incluindo massacres de cristãos em regiões costeiras.
Meletius Shattahi, líder do Patriarcado Ortodoxo Grego de Antioquia, criticou a inação do governo em proteger as comunidades cristãs. Ele mencionou a circulação de vídeos com ameaças nas redes sociais, onde pregadores islâmicos armados incitam a violência em áreas cristãs. “Sabemos que nosso governo não está tomando nenhuma ação contra aqueles que violam as leis”, denunciou Shattahi.
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