- O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União requisitou investigação sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, por contratações de funcionárias fantasmas.
- A denúncia, publicada pela Folha de S.Paulo, aponta que três funcionárias recebiam R$ 112 mil em 2025 sem exercer funções compatíveis.
- Entre as contratadas estão uma fisioterapeuta, uma estudante de medicina e uma assistente social, com vínculos políticos locais.
- Após a denúncia, Motta demitiu duas funcionárias e o MP-TCU pediu a devolução dos salários pagos e a instauração de uma Tomada de Contas Especial.
- O caso gerou reações no Congresso, com o PSOL exigindo esclarecimentos, enquanto outros partidos optaram pelo silêncio.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) requisitou a investigação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por supostas contratações de funcionárias fantasmas em seu gabinete. A denúncia, revelada pela Folha de S.Paulo, aponta que três funcionárias, com salários que somam R$ 112 mil em 2025, não desempenhavam atividades compatíveis com suas funções.
As funcionárias contratadas incluem uma fisioterapeuta, uma estudante de medicina e uma assistente social, cujas rotinas eram incompatíveis com as exigências do cargo. Após a divulgação da denúncia, Motta demitiu duas delas. O MP-TCU também solicitou a devolução dos salários pagos e a instauração de uma Tomada de Contas Especial para apurar os danos ao erário.
Detalhes das Contratações
As contratações levantam questões sobre a legalidade e a ética, uma vez que as regras do cargo proíbem o exercício de outra função pública e exigem uma carga horária de 40 horas semanais. A fisioterapeuta, Gabriela Pagadis, filha da chefe de gabinete de Motta, recebia R$ 11,8 mil mensais. As outras duas funcionárias, Louise Lacerda e Monique Magno, também têm vínculos com a política local.
Além das três funcionárias, cinco parentes delas já constaram na folha de pagamento do gabinete. O subprocurador-geral do TCU, Lucas Rocha Furtado, destacou que os fatos indicam um grave descaso com a gestão dos recursos públicos, configurando possíveis atos de improbidade administrativa.
Reações no Congresso
O caso gerou reações diversas no Congresso. O PSOL foi o único partido a exigir publicamente esclarecimentos sobre as contratações. Enquanto isso, líderes de partidos como PT e PL preferiram não comentar a situação, refletindo uma postura de corporativismo entre os parlamentares. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) criticou o silêncio, afirmando que isso pode prejudicar a credibilidade do Congresso.
Motta, que assumiu a presidência da Câmara há menos de seis meses, enfrenta um cenário delicado. A situação evidencia a necessidade de maior transparência na gestão de recursos públicos e a responsabilidade dos parlamentares em suas contratações.
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