- O julgamento por traição do ex-presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, começou em um tribunal militar em Kinshasa.
- Kabila é acusado de traição, assassinato e apoio aos rebeldes M23, que atuam no leste do país.
- Ele nega as acusações e não compareceu à audiência, considerando o processo arbitrário.
- O atual presidente, Félix Tshisekedi, afirma que Kabila é o mentor dos rebeldes.
- A imunidade de Kabila como senador vitalício foi revogada em maio, permitindo sua acusação formal.
O julgamento por traição do ex-presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, começou em um tribunal militar em Kinshasa. Kabila, que governou por 18 anos, enfrenta acusações de traição, assassinato e apoio aos rebeldes M23, que controlam parte do leste do país. Ele nega as acusações e não compareceu à audiência, chamando o processo de “arbitrário”.
O atual presidente, Félix Tshisekedi, acusou Kabila de ser o mentor dos rebeldes. A situação no país é tensa, com um recente acordo de cessar-fogo entre o governo e os M23, mas os combates continuam. Kabila, que viveu em exílio na África do Sul por dois anos, retornou à cidade de Goma, controlada pelos rebeldes, em maio.
A imunidade de Kabila como senador vitalício foi revogada em maio, permitindo sua acusação formal. Ele sucedeu seu pai, Laurent Kabila, em 2001, e entregou o poder a Tshisekedi após uma eleição contestada em 2019. Em um vídeo excluído do YouTube, Kabila criticou o governo, chamando-o de “ditadura” e denunciando a “queda da democracia” no país.
Aliados de Kabila, como Ferdinand Kambere, acusam o governo de “dupla moralidade”, afirmando que o tratamento dado a Kabila é desproporcional em relação ao acordo de paz com os rebeldes. O governo, por sua vez, rejeitou as alegações de Kabila, afirmando que ele não tem nada a oferecer ao país. A comunidade internacional, incluindo a ONU, apontou o apoio de Ruanda aos M23, o que Kigali nega, alegando que atua para evitar a propagação do conflito.
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