- Moradores do Jardim Bangu e Catiri enfrentam tiroteios constantes há pelo menos dois anos, com conflitos entre milícias e o Comando Vermelho (CV) se intensificando desde setembro do ano passado.
- Um drone da facção CV monitorou milicianos em um comboio, resultando em um confronto que feriu uma moradora durante uma festa julina.
- O Catiri se tornou um ponto estratégico para o CV, que busca expandir sua influência em áreas próximas ao Complexo de Gericinó, onde estão localizados 22 presídios.
- A Polícia Militar (PM) investiga a conduta de policiais que não intervieram durante o confronto, mesmo com a presença de uma viatura.
- Desde o início das disputas, a PM realizou 62 prisões e apreendeu 66 armas de fogo, incluindo 23 fuzis.
Os moradores do Jardim Bangu e Catiri, na Zona Oeste do Rio, enfrentam tiroteios constantes há pelo menos dois anos, com a violência entre milícias e o Comando Vermelho (CV) se intensificando desde setembro do ano passado. Recentemente, um drone da facção CV monitorou um comboio de milicianos, resultando em um confronto que feriu uma moradora.
A situação se agravou com a disputa pelo controle territorial, onde o Catiri se tornou um ponto estratégico para o CV, que busca expandir sua influência ao redor do Complexo de Gericinó, onde estão localizados 22 presídios. Um relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) já havia alertado sobre o movimento do CV em direção a essas áreas, facilitando práticas ilícitas como o arremesso de drogas e celulares para dentro das prisões.
No último sábado, o drone flagrou milicianos passando por uma viatura da PM, onde quatro policiais estavam presentes, mas não intervieram. A filmagem mostra os veículos dos milicianos seguindo sem serem abordados. No dia seguinte, Tatiane Werneck, de 43 anos, foi atingida por uma bala perdida durante uma festa julina no Jardim Bangu. Em janeiro, Francisco de Assis Ricardo de Almeida, de 40 anos, foi morto após ser confundido com um miliciano.
A PM, em nota, informou que o coronel Marcelo Menezes determinou a apuração da conduta dos policiais envolvidos. Desde o início das disputas, a corporação já realizou 62 prisões e apreendeu 66 armas de fogo, incluindo 23 fuzis. A complexidade da atuação policial na região é evidente, refletindo os desafios enfrentados no combate ao crime organizado.
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