Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Câncer: paciente supera burocracia para obter morte assistida na Colômbia

Tatiana Andia destacou as barreiras enfrentadas por pacientes na busca pela morte assistida, revelando a complexidade do processo legal na Colômbia

Tatiana Andia, diagnosticada com câncer de pulmão em 2023, em sua casa em Bogotá, na Colômbia (Foto: Federico Rios Escobar - 19.jul.2024/NYT)
0:00
Carregando...
0:00
  • Tatiana Andia, defensora do acesso a medicamentos na Colômbia, faleceu em fevereiro de 2024 após um diagnóstico de câncer de pulmão terminal em julho de 2023.
  • Em sua última coluna, publicada em 26 de fevereiro, Andia destacou as dificuldades enfrentadas por pacientes que buscam a morte assistida no país.
  • Apesar da legalização da eutanásia na Colômbia há uma década, apenas um em cada três hospitais possui comitês de revisão para aprovar esses procedimentos.
  • De 2015 a 2023, foram registradas apenas 692 mortes assistidas em um país com 53 milhões de habitantes.
  • Andia documentou sua jornada e enfatizou a complexidade do processo de morte assistida, que é pouco compreendido pela população.

Tatiana Andia, uma defensora do acesso a medicamentos na Colômbia, faleceu em fevereiro de 2024 após lutar contra um câncer de pulmão terminal. Diagnosticada em julho de 2023, Andia se tornou uma voz importante na discussão sobre o direito à morte assistida no país.

Em sua última coluna, publicada em 26 de fevereiro, Andia abordou as dificuldades enfrentadas por pacientes que buscam a eutanásia na Colômbia. Apesar de o país ter legalizado a morte assistida há uma década, a burocracia e a falta de informação dificultam o acesso a esse direito. Apenas 1 em cada 3 hospitais possui comitês de revisão necessários para aprovar esses procedimentos.

Após seu diagnóstico, Andia decidiu documentar sua jornada, escrevendo colunas e participando de programas de mídia. Ela enfatizou a necessidade de desmistificar o processo de morte assistida, que, embora legal, é pouco compreendido pela população. De 2015 a 2023, apenas 692 mortes assistidas foram registradas em um país com 53 milhões de habitantes.

Andia, que trabalhou no Ministério da Saúde, tinha um entendimento profundo das políticas de saúde. Ela traçou suas “linhas vermelhas”, recusando tratamentos que comprometessem sua autonomia. Após meses de luta, enfrentou a burocracia do sistema de saúde para solicitar a morte assistida, mas encontrou resistência e atrasos.

Em sua última mensagem, Andia expressou que a luta pela morte assistida não é apenas uma formalidade, mas um processo complexo e doloroso. Sua morte foi amplamente noticiada, mas o fato de ter optado pela eutanásia não foi mencionado nas reportagens, refletindo a dificuldade de se discutir abertamente esse tema na sociedade colombiana.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais