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Big techs se aproximam do setor militar dos Estados Unidos em novas parcerias

Executivos de grandes empresas de tecnologia se alistam no Exército dos EUA, sinalizando uma nova era de colaboração militar no Vale do Silício

Priscilla Chan, o fundador da Meta Mark Zuckerberg, Lauren Sanchez, o fundador da Amazon Jeff Bezos, o CEO do Google Sundar Pichai e Elon Musk, da Tesla e da SpaceX (Foto: Chip Somodevilla/Getty Images via AFP)
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  • O Vale do Silício está mudando sua relação com o setor de defesa, com executivos de empresas como Meta, OpenAI e Palantir se alistando em uma nova unidade do Exército dos Estados Unidos.
  • Durante uma cerimônia em junho na Base Conjunta Myer-Henderson Hall, em Arlington, Virgínia, quatro executivos fizeram um juramento de apoio aos Estados Unidos.
  • O Destacamento 201 foi criado para aconselhar sobre novas tecnologias para combate, com o Secretário do Exército, Daniel Driscoll, destacando a importância da colaboração tecnológica.
  • Nos últimos dois anos, empresas que antes evitavam contratos militares, como Meta e Google, começaram a desenvolver tecnologias para a defesa, incluindo sistemas antidrone e óculos de realidade virtual.
  • A mudança de postura reflete uma transformação cultural no Vale do Silício, impulsionada por pressões geopolíticas e um aumento de 33% nos investimentos em tecnologia de defesa, totalizando US$ 31 bilhões.

Recentemente, o Vale do Silício passou por uma transformação significativa em sua relação com o setor de defesa. Executivos de empresas como Meta, OpenAI e Palantir se alistaram em uma nova unidade do Exército dos EUA, refletindo uma mudança de postura em relação a colaborações militares.

Durante uma cerimônia em junho na Base Conjunta Myer-Henderson Hall, em Arlington, Virgínia, quatro executivos fizeram um juramento de apoio aos Estados Unidos. O Exército criou o Destacamento 201, que irá aconselhar sobre novas tecnologias para combate. O Secretário do Exército, Daniel Driscoll, expressou a necessidade de expertise tecnológica, afirmando que a colaboração é crucial para a modernização das forças armadas.

Nos últimos dois anos, empresas que antes evitavam contratos militares mudaram suas políticas. Meta, Google e OpenAI, que tinham restrições sobre o uso de inteligência artificial em armamentos, agora estão desenvolvendo tecnologias para a defesa. A OpenAI, por exemplo, está criando sistemas antidrone, enquanto a Meta fabrica óculos de realidade virtual para treinamento militar.

Mudança Cultural

Essa nova abordagem é parte de uma transformação cultural no Vale do Silício. Há uma década, as empresas se posicionavam contra a militarização, mas agora, com a pressão das guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, a relação com o governo dos EUA se estreitou. O investimento em tecnologia de defesa aumentou 33% no último ano, totalizando US$ 31 bilhões, segundo a McKinsey.

A Palantir, que já atuava no setor, viu seu valor de mercado disparar para mais de US$ 375 bilhões, superando grandes empreiteiros de defesa. A empresa se tornou um modelo para outras startups, que agora buscam contratos com o governo. A Y Combinator, conhecida por lançar empresas de tecnologia, também começou a financiar startups de defesa.

Novas Parcerias

As mudanças nas políticas corporativas refletem uma nova realidade geopolítica. A OpenAI e a Meta, por exemplo, removeram restrições que proíbam o uso de suas tecnologias em contextos militares. A Anduril, uma startup de defesa, firmou contratos significativos com o Corpo de Fuzileiros Navais, destacando a crescente aceitação da tecnologia de defesa entre as empresas do Vale do Silício.

Executivos como Andrew Bosworth, da Meta, afirmam que a mudança de mentalidade é um reflexo de um patriotismo crescente na região. A militarização do Vale do Silício, que remonta à década de 1950, agora se intensifica em um contexto de competição tecnológica global, especialmente com a China.

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