A Polícia Federal está investigando um assalto a um avião-pagador que aconteceu em Caxias do Sul em 2024, e descobriu que o crime está ligado ao PCC, uma facção criminosa. Alex Santos Pereira, um dos suspeitos, é considerado foragido e está sendo procurado, assim como outro homem chamado Josemir Matias da Silva. Eles podem estar escondidos na Bolívia. Durante as investigações, a PF encontrou provas de que o grupo estava lavando dinheiro através de igrejas e ONGs. O assalto resultou em um roubo de R$ 14 milhões, e os criminosos usaram viaturas falsas da Polícia Federal para abordar o avião. A PF também descobriu mensagens entre os envolvidos discutindo como esconder o dinheiro do tráfico de drogas. Além disso, uma carta codificada foi apreendida, mostrando a organização do PCC em diferentes estados. A PF planeja concluir essa fase da investigação em até 30 dias.
Após mais de 11 meses de investigações, a segunda fase da Operação Elísios da Polícia Federal (PF) revelou ligações entre o assalto a um avião-pagador em Caxias do Sul, ocorrido em 2024, e a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). O crime resultou no roubo de R$ 14 milhões.
Durante a operação, a Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e Tráfico de Armas (Delepat) encontrou indícios de lavagem de dinheiro do PCC, utilizando igrejas como fachada. A PF identificou Alex Santos Pereira, membro da liderança do PCC, como um dos suspeitos do assalto e de um plano de assassinato contra autoridades, incluindo o senador Sergio Moro.
Suspeitos Foragidos
Pereira é considerado foragido, assim como Josemir Matias da Silva, conhecido como “PP”, suspeito de financiar o assalto. Ambos podem estar escondidos na Bolívia. A PF já iniciou articulações com a Interpol para sua captura. O chefe da Delepat, Marcio Teixeira, afirmou que a operação cumpriu 21 mandados de prisão, mas alguns alvos ainda estão foragidos.
As investigações também revelaram mensagens entre os criminosos discutindo formas de lavar dinheiro oriundo de atividades ilícitas. Uma das estratégias mencionadas incluía o uso de organizações não-governamentais (ONGs) e prefeituras como meios para ocultar a origem dos recursos.
Desdobramentos da Investigação
A PF coletou provas, incluindo vestígios de DNA e mensagens trocadas entre os envolvidos, que devem auxiliar em novas investigações em outras regiões. A operação Elísios se concentra na autoria e materialidade do assalto, mas as evidências de lavagem de dinheiro serão encaminhadas para investigações específicas.
Além disso, a PF apreendeu uma carta codificada relacionada a um plano de resgate de um preso, evidenciando a estrutura do PCC em diferentes estados. Desde 2016, o mesmo núcleo do PCC é suspeito de envolvimento em pelo menos 25 grandes roubos em várias regiões do Brasil. A conclusão do inquérito da segunda fase da operação está prevista para ocorrer em até 30 dias.
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