As notificações de notícias estão perdendo importância. Uma pesquisa do Instituto Reuters mostra que 79% das pessoas não recebem mais alertas jornalísticos por semana e 43% desativaram essa função. Isso acontece porque, com tantos avisos de aplicativos e redes sociais, os alertas de notícias se tornaram apenas mais um ruído. O relatório destaca que, quando tudo parece urgente, nada realmente é. Além disso, muitos alertas são repetitivos ou pouco relevantes, o que gera desconfiança nos usuários. Para melhorar, os veículos de comunicação precisam focar na qualidade das informações e permitir que os usuários escolham os temas e horários dos alertas. O futuro dos alertas no jornalismo digital deve se basear em contexto, personalização e relevância, mas ainda é um desafio se destacar em meio a tantas interrupções.
As notificações de notícias, que por muito tempo foram uma das principais ferramentas para a divulgação e o consumo de informações em tempo real, estão perdendo força. Uma pesquisa do Instituto Reuters revela que 79% das pessoas não recebem mais nenhum alerta jornalístico por semana e 43% desativaram esse recurso manualmente.
O excesso de alertas digitais
Atualmente, com serviços cada vez mais práticos e digitais, os avisos disparam o tempo todo, de forma excessiva, seja de grupos de WhatsApp, transações bancárias, promoções, aplicativos de transporte ou redes sociais. Nesse cenário, os alertas jornalísticos perderam espaço, deixaram de ser prioridade e passaram a ser percebidos como mais um ruído no meio de tantas interrupções.
Um dos trechos do relatório cita a abundância das breaking news. “Quando tudo é urgente, nada é”. Se antes a estratégia era bombardear o consumidor, agora é o contrário, muitas sinalizações diminuem a relevância e a atenção para o que está sendo enviado.
Além disso, esses envios em grande número também carecem de qualidade. Não adianta encher o público de informações se as mesmas às vezes não são tão relevantes, ou talvez repetitivas, triviais. Isso acaba gerando desgaste e desconfiança dos usuários.
Solução
Portanto, o desafio principal é informar sem incomodar. Os grandes veículos precisam rever suas estratégias, apostando menos na quantidade de conteúdo e sim na qualidade e contexto daquilo que é transmitido. Mas como fazer isso? A principal aposta por enquanto é a personalização: permitir que o usuário escolha quais temas deseja receber, em quais horários e com que frequência. Algoritmos também permitem à máquina entender qual tipo de conteúdo é mais consumido e em qual momento do dia, para assim entregar algo que chame a atenção da pessoa.
Para os especialistas, o futuro dos alertas no jornalismo digital está na combinação de três pilares: contexto, personalização e relevância. Mas fica o desafio: como continuar presente na rotina do público sem se tornar apenas mais um ruído na enxurrada digital?
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