- A locomotiva elétrica V8, de 1940, foi revitalizada em São Paulo com as cores da extinta Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa).
- A restauração foi realizada pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) para homenagear a história ferroviária paulista.
- A locomotiva, que pertenceu à Companhia Paulista de Estradas de Ferro, agora exibe as cores azul e branca.
- A revitalização não inclui a volta da locomotiva à operação, sendo destinada apenas à exibição estática.
- A ABPF também mantém o Trem dos Imigrantes e um museu ferroviário, contribuindo para a preservação da memória ferroviária no Brasil.
Uma locomotiva elétrica de 1940 foi revitalizada em São Paulo, recebendo as cores da extinta Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.). A revitalização, realizada pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), homenageia um período significativo da história ferroviária paulista. A locomotiva, originalmente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, agora exibe as cores azul e branca, representando a fase inicial da estatal.
O trabalho de restauração foi motivado pela necessidade de preservar a memória ferroviária e diferenciar esta peça das demais que a ABPF já restaurou ou planeja restaurar em seu pátio na Mooca. A Fepasa, criada em 1969 pelo ex-governador Laudo Natel, uniu cinco companhias ferroviárias em dificuldades financeiras, incluindo a Companhia Mogiana e a Estrada de Ferro Sorocabana.
Recorde de Velocidade
A locomotiva V8 é do mesmo modelo que estabeleceu um recorde de velocidade de 164 km/h em 1989, uma marca que permanece inigualada até hoje. Segundo Alexandre Augusto Pisciottano, coordenador da ABPF em São Paulo, a revitalização foi feita para exibição estática, sem previsão de retorno à operação nos trilhos.
O custo total de restauração de locomotivas antigas pode ser elevado, chegando a R$ 3 milhões no caso de uma locomotiva a vapor. Na capital, a ABPF também opera o Trem dos Imigrantes, que oferece passeios em uma locomotiva de 1922 e carros de passageiros de 1928 e 1937, percorrendo cerca de três quilômetros em um trajeto de aproximadamente 30 minutos. Além disso, a associação mantém um museu ferroviário, contribuindo para a preservação da história ferroviária do Brasil.
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