- Os fósseis de Lucy, um ancestral humano de 3,18 milhões de anos, estão em exibição no Museu Nacional de Praga pela primeira vez fora da Etiópia.
- A mostra, que começou em 25 de setembro e vai até 23 de outubro, também inclui Selam, um fóssil de uma menina Australopithecus.
- O primeiro-ministro tcheco, Petr Fiala, chamou a exposição de “momento histórico extraordinário” e agradeceu à Etiópia pela confiança em compartilhar os fósseis.
- O ministro do Turismo etíope, Selamawit Kassa, destacou que a Etiópia tem um registro fóssil contínuo de ancestrais humanos que se estende por seis milhões de anos.
- A exibição “Human Origins and Fossils” apresenta moldes de fósseis raros e modelos hiper-realistas de hominídeos, abrangendo quase sete milhões de anos de evolução humana.
Os fósseis de Lucy e Selam em Praga
Os fósseis originais de Lucy, um ancestral humano de 3,18 milhões de anos, estão pela primeira vez fora da Etiópia. Desde 25 de setembro, os 52 fragmentos ósseos da Australopithecus afarensis estão em exibição no Museu Nacional de Praga, até 23 de outubro. A mostra também inclui Selam, um fóssil de uma menina Australopithecus que viveu cerca de 100 mil anos antes de Lucy.
O primeiro-ministro tcheco, Petr Fiala, destacou a importância da exposição, chamando-a de “momento histórico extraordinário”. Ele expressou gratidão pela confiança da Etiópia em compartilhar esses tesouros. O ministro do Turismo etíope, Selamawit Kassa, enfatizou que a Etiópia possui um registro fóssil contínuo de ancestrais humanos que se estende por seis milhões de anos, reforçando sua reputação como “terra da origem humana”.
A exibição, intitulada “Human Origins and Fossils”, apresenta não apenas Lucy e Selam, mas também moldes de fósseis raros e modelos hiper-realistas de hominídeos. A mostra abrange quase sete milhões de anos de evolução humana, permitindo uma visão abrangente sobre a história de nossos ancestrais.
Lucy foi descoberta em 1974 por Donald Johanson, que identificou seus ossos em um local na Etiópia. A escavação revelou que Lucy tinha cerca de 1,06 a 1,10 metro de altura e pesava entre 28 e 29 quilos. Sua preservação permitiu reconstruir aspectos de sua aparência e modo de vida, revelando que ela já caminhava sobre duas pernas, um marco na evolução humana.
A presença de Lucy e Selam em Praga não apenas celebra a história da paleoantropologia, mas também destaca a importância da Etiópia na pesquisa sobre as origens humanas. A exibição é um lembrete do nosso passado compartilhado e da complexidade da evolução, que não é linear, mas marcada por experimentações e extinções.
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