- O serviço 710 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi encerrado nesta quinta-feira, 28 de setembro.
- Passageiros agora precisam fazer baldeação na estação Palmeiras-Barra Funda para continuar a viagem entre as linhas 10-Turquesa e 7-Rubi.
- A linha 10-Turquesa operará entre a estação Rio Grande da Serra e Palmeiras-Barra Funda, que também será o terminal da linha 7-Rubi, que vai até Jundiaí.
- A mudança ocorreu após a aquisição da linha 7-Rubi pela concessionária TIC Trens, em leilão realizado em fevereiro de 2024.
- A estação Palmeiras-Barra Funda, que recebe mais de 150 mil passageiros por dia, enfrenta reclamações sobre a falta de infraestrutura e aumento no fluxo de usuários.
Nesta quinta-feira (28), o serviço 710 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que ligava as linhas 10-Turquesa e 7-Rubi sem necessidade de baldeação, foi oficialmente encerrado. Agora, os passageiros precisam fazer baldeação na estação Palmeiras-Barra Funda para continuar a viagem.
Com isso, a linha 10-Turquesa passará a operar entre a estação Rio Grande da Serra e a Palmeiras-Barra Funda, que também será o terminal da linha 7-Rubi, cuja outra extremidade fica na estação Jundiaí.
Agora, a estação Palmeiras-Barra Funda se transforma em um dos principais centros ferroviários de São Paulo, reunindo cinco linhas: 10-Turquesa, 7-Rubi, 11-Coral, 8-Diamante de trens e a 3-Vermelha do metrô.
A mudança ocorreu devido à aquisição da linha 7-Rubi pela concessionária TIC Trens, por meio de um leilão realizado em fevereiro de 2024 pelo consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos.
O encerramento do serviço marca o início de um período de testes do TIC, que assumirá oficialmente as operações em 26 de novembro. A empresa também é responsável pelo projeto Trem Intercidades Eixo Norte, que conectará cidades como Campinas e Jundiaí.
A estação Palmeiras-Barra Funda, que recebe mais de 150 mil passageiros por dia, ficará ainda mais cheia devido a uma mudança repentina, implementada com um fraco suporte da CPTM para garantir seu funcionamento adequado.
Mesmo com a CPTM afirmando, em nota, que a *”estação está preparada para o aumento de passageiros”,* os usuários das linhas ressaltaram a falta de preparo da empresa, com reclamações sobre a mudança e as condições dos trens e da estação já no primeiro dia.
Em depoimento ao UOL, a vendedora Angelica Santos disse que um trajeto que antes era tranquilo agora leva mais tempo, com maior tempo de espera, e reclamou da quantidade de pessoas tanto na estação quanto dentro do trem, principalmente no período de baldeação.
Já Flávia Pinheiro, também em depoimento ao UOL, ressaltou o principal problema da estação durante todo esse processo de transição: a falta de infraestrutura. Ela descreveu um caos, afirmando que a estação é pequena e não consegue acomodar o volume de passageiros que desembarca com a reformulação das linhas.
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