- Cientistas descobriram um dente de espinossauro em Bagua Grande, no Peru.
- O fóssil, catalogado como MUSM 5121, apresenta características que o aproximam de espécies conhecidas, como o Spinosaurus aegyptiacus.
- Este é o primeiro registro material de espinossauros no Peru, que antes não tinha evidências desse grupo.
- A descoberta será apresentada na exposição “Espinossauro no Peru”, no Museu de História Natural da Universidade Nacional de San Marcos.
- A nova evidência sugere que leste do Brasil e oeste do Peru estavam conectados, mesmo com a presença de um mar interior na Amazônia.
Um dente de espinossauro encontrado em Bagua Grande, no Peru, confirma a presença desse grupo de dinossauros na região, alterando a compreensão sobre sua distribuição na América do Sul. O fóssil, catalogado como MUSM 5121, foi descoberto por cientistas que analisaram suas características, como a coroa fina e o esmalte rugoso, que o aproximam de espécies conhecidas, como o Spinosaurus aegyptiacus.
Este achado é significativo, pois representa o primeiro registro material de espinossauros no Peru, até então considerado um território sem evidências desse grupo. O dente será apresentado na exposição “Espinossauro no Peru”, que começa no Museu de História Natural da Universidade Nacional de San Marcos. Segundo Rodolfo Salas-Gismondi, chefe do Departamento de Paleontologia de Vertebrados do MHN, a descoberta reforça a ideia de que leste do Brasil e oeste do Peru estavam conectados, mesmo com a presença de um mar interior na Amazônia.
A nova evidência não apenas amplia o conhecimento sobre a distribuição dos espinossauros, mas também sugere que Bagua Grande possui um grande potencial paleontológico. A região, até então pouco estudada, pode ser um local promissor para futuras descobertas de fósseis. Salas-Gismondi destaca que a combinação de condições ambientais em Bagua Grande favorece a preservação de restos fósseis, tornando-a uma janela rara para o final da Era dos Dinossauros no Peru.
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