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Ano Novo ao redor do mundo: seis tradições inusitadas

Tradições inusitadas pelo mundo vão do estanho derretido à quebras de louça, defenestração de móveis e monigotes em chamas

Fotografia de queima de brinquedos.
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  • Finlândia: derreter ferraduras de estanho para prever o futuro; o formato líquido na água gera interpretações como amor, sucesso ou dificuldades, baseado na pareidolia, com alerta sobre toxicidade do chumbo, levando a substituição por cera ou açúcar.
  • Dinamarca: quebrar louça na porta de amigos para afastar infortúnios e atrair boa sorte, após um aceno de meia-noite.
  • África do Sul: em Joanesburgo, prática de defenestração de mobília pela janela para abrir espaço para o novo, com problemas de preço e riscos de crime e segurança.
  • Equador: queima de monigotes gigantes na virada, símbolos de más energias, desfilando antes de pegar fogo nos momentos de passagem de ano.
  • Chile: em Talca, velório comunitário com familiares reunidos ao redor de túmulos durante as festividades de Ano Novo, prática que se manteve desde 1998.

Desde o começo, o mundo celebra a passagem de ano com rituais variados. Há opções culturais que vão desde a celebração pública até tradições mais inusitadas que envolvem objetos, fogo e até profissões locais. A diversidade reflete costumes históricos e a busca por renovação.

O Ano Novo é marcado pela diversidade de datas em alguns calendários, como o lunissolar. Em países diferentes, a virada acontece em momentos distintos, o que reforça a ideia de que a passagem do tempo é percebida de maneiras diversas ao redor do globo.

Finlândia: prever o futuro com metal derretido

Na Finlândia, a tradição envolve ferros derretidos que, ao serem mergulhados em água, formam silhuetas com significados sobre o próximo ano. Cada figura é interpretada como indício de amor, sorte ou dificuldades. O costume baseia-se na pareidolia, fenômeno que reconhece figuras onde não há intencionalmente.

Apesar do simbolismo, autoridades alertam sobre riscos. O estanho aquecido pode liberar chumbo tóxico, levando órgãos públicos a sugerirem substituições por cera ou açúcar para evitar danos à saúde.

Dinamarca: quebrar a louça na porta dos amigos

Em algumas regiões da Dinamarca, quebrar louça na entrada de familiares e amigos simboliza a expulsão de infortúnios. Os estilhaços representam boa sorte para quem recebe as visitas. A prática costuma acompanhar a passagem do ano com uma breve celebração no momento da meia-noite.

Essa tradição é entendida como demonstração de afeto e desejo de prosperidade para o próximo ciclo. A prática, no entanto, exige cuidado por causa do risco de ferimentos e danos materiais.

África do Sul: jogar mobília pela janela

Em Joanesburgo, uma forma de inaugurar o novo ciclo envolve a defenestração de móveis velhos. Objetos como sofás e eletrodomésticos são lançados pela janela como símbolos de liberação de velhos problemas.

A prática tem enfrentado críticas e desafios logísticos. Além do custo de substituição, há relatos de incidentes que geram riscos a transeuntes e questões legais, já que o ato pode configurar crime.

Equador: queima dos monigotes

No Equador, a queima de bonecos grandes simboliza a expulsão de dificuldades do ano anterior. Os monigotes, que podem chegar a grandes proporções, são desfilados em festivais antes de serem incendiados no instante da virada.

A tradição, com raízes históricas de purificação, envolve concursos locais para eleger os melhores bonecos. A prática sublime as energias negativas associadas aos tempos ruins.

Escócia: bolas de fogo em Stonehaven

Na cidade de Stonehaven, na Escócia, um tradicional desfile de fogos de artifício ilumina a virada do ano. Malabaristas lançam esferas inflamadas em direção ao céu e ao porto, criando uma ocasião de acesso público à pirotecnia histórica.

A festa possui dezenas de anos de história e atrai visitantes de diversas regiões. A organização do evento envolve cautela com medidas de segurança para evitar incidentes.

Chile: virada no caixão em Talca

Em Talca, no Chile, famílias costumam aproveitar a virada ao lado de túmulos de entes queridos. A prática de conviver com familiares falecidos surgiu de uma história local envolvendo um funcionário de cemitério e, ao longo dos anos, ganhou adesão de outras famílias.

Hoje, a sequência de celebração mistura flores, memórias e a continuidade da tradição em diferentes sepulturas. O movimento é mantido pela comunidade e pelo comércio local, sem necessidade de alterações abruptas.

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