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Gen Z: mais homens moram com os pais nesta cidade do que em EUA, como namoram

Vallejo, Califórnia, lidera nos EUA em jovens que moram com os pais, impactando namoro, mercado de trabalho e planos de independência

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Daniel, a 25-year-old union worker who lives in his parents’ suburban house in Vallejo: ‘I don’t know one couple that has bought a house and started a family out here.’
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  • Em Vallejo, na Califórnia, 33% dos jovens adultos vivem com os pais, o maior índice entre as cidades analisadas.
  • A convivência entre gerações é vista por alguns como tradição cultural, fortalecendo vínculos familiares e motivando jovens a permanecerem morando junto.
  • Motivos incluem obrigações familiares, chances de emprego mais baixas e temores de violência, que impactam decisões sobre namoro e moradia.
  • Jovens mencionam que o morar com a família facilita apoio mútuo, mas alguns desejam sair para ter independência, especialmente após eventos de violência na região.
  • Casos destacados mostram diferentes perspectivas: alguns planejam ficar por tempo indeterminado, outros querem retomar projetos de vida e de carreira fora de casa.

Em Vallejo, Califórnia, jovens adultos vivem com os pais em índices recordes e o cenário afeta a vida amorosa. Dados de pesquisas recentes mostram que jovens de 25 a 34 anos passaram a ficar mais tempo na casa dos pais, com homens mais propensos a isso.

Na cidade litorânea a cerca de uma hora de San Francisco, 33% dos jovens convivem com a família. O território registra uma demografia diversa, com comunidades negras, filipinas e hispânas moldando o cotidiano, além de preocupações com violência local.

Jorge, 30 anos, personal trainer, opta por não deixar o lar. Kimani Cochran, 31, modelo e atendente, também vive com os pais. Edward, 28, servidor público, admite que quer sair em breve. Daniel, 25, trabalhador sindicalizado, encara a vida familiar como um obstáculo ao próprio crescimento.

Contexto demográfico e cultural

A região tem memória de violência histórica e um ambiente de trabalho com oportunidades limitadas para jovens. A presença de familiares próximos é vista por muitos como proteção e apoio, não como impedimento de independência.

Para analistas, o fenômeno de morar com os pais entre jovens e adultos jovens tem raízes econômicas e culturais. Em Vallejo, o hábito de compartilhar a casa responde a tradições familiares e à sensação de segurança perante riscos locais.

Jorge explica que a convivência é motivada pela proximidade com a família, especialmente para manter a proteção dos pais. Ele planeja permanecer no mesmo lar até ter filhos, quando imagina que os pais o acompanhariam no futuro.

Dinâmica de vida e impactos na relação

Edward relata que tentativas de influências externas, como contatos familiares para arranjos de casamento, já lhe pareceram invasivas. Mesmo assim, ele reconhece que manter o lar não impede a busca por autonomia, mas atrasos podem ocorrer.

Daniel descreve o impacto da violência na vida cotidiana. A vivência de um duplo homicídio próximo, há dois anos, freou mudanças significativas, incluindo planos de morar sozinho. A ausência de licença de motorista agrava dificuldades de atuação profissional.

Kimani Cochran, que voltou para a casa de seus pais aos 16 anos, valoriza a liberdade que esse arranjo oferece. Em Vallejo, ele trabalha em um bar e recebe amigos com frequência; afirma que o apoio familiar não impede a vida amorosa, ressaltando a abertura de seus pais para suas escolhas.

Perspectivas sobre o amadurecimento

Especialistas destacam que a transição para a vida adulta mudou com a economia de conhecimento. A desaceleração de oportunidades formais pode atrasar marcos tradicionais de independência, mas também oferece espaço para experimentar diferentes estilos de vida e relacionamentos.

Ainda que haja menos pesquisa sobre padrões de moradia entre jovens, o caso de Vallejo ilustra como a coabitação pode coexistir com aspirações de carreira, proteção familiar e, para alguns, cenários de romance estáveis.

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