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10 conceitos para entender a cultura japonesa, da comida à hospitalidade

Japão registra mais de 39 milhões de turistas entre janeiro e novembro de 2025, impulsionado pela omotenashi e pelo fim da exigência de visto

Daniela Filomeno no exterior do Mercado de Tsukiji, em Tóquio
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  • O Japão recebeu 39 milhões de turistas estrangeiros de janeiro a novembro de 2025, aumento de 10,4% frente ao mesmo período de 2024, segundo a Organização Nacional de Turismo do Japão.
  • O fim da exigência de visto e a visibilidade nas redes sociais elevaram o interesse pelo país entre brasileiros, com buscas por passeios mais que quintuplicando no primeiro semestre do ano passado, segundo a Civitatis.
  • O conceito de omotenashi representa hospitalidade autêntica, centrada no convidado e no cuidado, com cerimônia do chá, ryokan e kai-seki como exemplos; “irasshaimase” é comum em lojas e restaurantes.
  • Na alimentação, destaca-se o consumo moderado com o princípio hare hachi bu e a ideia de mottainai, que combate desperdício e valoriza a sazonalidade e o aproveitamento integral dos alimentos.
  • Além de set de oito conceitos, há sete outros termos japoneses relevantes (Ichi-go ichi-e, Kaizen, Ikigai, Wabi-sabi, Kintsugi, Ma, Omoiyari); Tóquio é apresentada como porta de entrada segura e com atrativos como Palácio Imperial, Asakusa, Shibuya, Harajuku, Akihabara, Ginza, teamLab Borderless, Tsukiji e Toyosu.

O Japão atrai viajantes com templos milenares, cultura pop e gastronomia diversificada. Entre janeiro e novembro de 2025, o país recebeu mais de 39 milhões de turistas estrangeiros, segundo a Organização Nacional de Turismo do Japão, com aumento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024.

A redução de barreiras de entrada para brasileiros, com fim da exigência de visto, elevou o interesse por passeios. Dados da empresa Civitatis indicam incremento de mais de quatro vezes nas buscas por roteiros no primeiro semestre de 2024.

Além das atrações, a experiência cultural envolve práticas diárias que conectam tradição e modernidade. O conteúdo destaca conceitos que moldam hábitos de hospitalidade, alimentação e convivência, úteis para quem viaja e busca aprendizados.

Conhecimentos sobre hospitalidade e alimentação

O omotenashi é a hospitalidade genuína que coloca o cuidado no centro da experiência, sem esperar retorno ou ter a obrigação do cliente. A ideia é receber bem como forma de respeito, sem prometer perfeição.

A cerimônia do chá exemplifica essa filosofia: o anfitrião cuida de cada gesto, colocando o convidado no centro do encontro. Em ryokan e em banquetes Kaiseki, o conceito se repete na prática.

Em lojas e restaurantes, o cumprimento irasshaimase recebe os visitantes, que respondem com sorrisos. Na alimentação, o conceito harahachi bu recomenda interromper a refeição antes de ficar plenamente satisfeito, favorecendo equilíbrio.

A prática mottainai aponta para redução de desperdícios de comida, tempo e energia. A culinária tradicional valoriza o aproveitamento integral de ingredientes, incluindo caldos feitos com os ossos e cabeças de peixe.

Outros conceitos

Ichi-go ichi-e sugere que cada momento é único e não se repete. Kaizen incentiva melhorias diárias, com pequenas mudanças que geram impactos ao longo do tempo.

Ikigai aponta para um propósito que dá sentido à vida diária. Wabi-sabi valoriza a beleza do imperfeito e do simples, sem buscar perfeição constante.

Kintsugi é a arte de consertar cerâmica com ouro, vinculando falhas a valor estético. Ma enfatiza o valor do espaço e das pausas, também na comunicação.

Omoiyari descreve empatia ativa, que antecipa como as ações afetam o outro em silêncio, com cuidado discreto.

Tóquio: porta de entrada para o Japão

Tóquio é apresentada como uma porta de entrada essencial ao Japão, com tradição e inovação em constante mudança. A cidade figura entre as mais seguras para viajar em 2026 e é considerada uma das melhores do mundo, segundo rankings internacionais.

O roteiro na capital pode combinar atrações históricas e contemporâneas, com orientação de guias para compreender diferenças culturais e contextos históricos.

O que fazer em Tóquio

O Palácio Imperial, erguido sobre o antigo castelo Edo, permite visitas guiadas a áreas históricas e coleções de arte. Os jardins ao redor oferecem passeio contemplativo.

Asakusa, com o Templo Senso-ji e Nakamise-dori, apresenta uma área tradicional com comércio de souvenirs e comida de rua. O Portão Kaminarimon é o acesso principal à via.

Shibuya e Harajuku oferecem experiência urbana moderna, com cruzamentos, lojas e atrações para pedestres. Akihabara concentra cultura pop, mangá e itens colecionáveis para fãs.

Ginza reúne marcas de luxo e restaurantes. O teamLab Borderless, em Azabudai Hills, apresenta obras digitais que conectam arte, tecnologia e natureza.

Para alimentação, o Mercado de Tsukiji mantém opções de restaurantes próximos à área externa, com destaque para frutos do mar. O Mercado de Toyosu oferece visita guiada para observar o leilão de peixe ao nascer da madrugada.

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