- O time sueco Silver Snipers é composto por aposentados, com média de 74 anos e o membro mais velho completando 82 em 2025, dominando CS:GO e usando o jogo para combater o isolamento.
- No Brasil, Dona Maria Gameplays, 73 anos, ganha mais de um milhão de seguidores no TikTok ao vivo duas vezes por dia, desde 2022, como forma de renda e convivência online.
- Sandra Paixão Velloso, aos 60 anos, venceu o Pan‑americano de pole sport na categoria 50+ em 2019 e segue competindo, reforçando que o esporte também é para mulheres maduras.
- Marineth Huback, 88, pratica montanhismo há quase 30 anos e já escalou mais de 125 montanhas, mantendo-se ativa e integrada ao Centro Excursionista Brasileiro (CEB).
- Intercâmbio 50+ cresce no Brasil: Adriana Bellinetti Silva, 57, fez um intercâmbio de Malta para aprender inglês; a EF registra aumento de participação de maiores de 50 anos, com projeção de 250 intercambistas 50+ em 2026.
O envelhecimento no Brasil ganha novas faces. Jovens de espírito, idosos em atividade extrema e praticantes de esportes inusitados mostram que é possível sonhar na maturidade. O tema ganha relevância com casos internacionais e nacionais.
O destaque fica por conta do time sueco Silver Snipers, formado apenas por aposentados, que conquistou visibilidade em 2018. Hoje a equipe tem média de 74 anos, com o membro mais experiente completando 82 em 2025. O grupo joga CS:GO, transmite partidas e busca manter a motivação e a coordenação motora entre os aposentados.
No Brasil, a realidade também aponta para atividades diversas entre pessoas acima de 50 anos. A paranaense Maria de Lourdes de Souza, 73, conhecida como Dona Maria Gameplays, atrai mais de um milhão de seguidores no TikTok com transmissões diárias de jogos. Ela começou em 2022, durante a pandemia, para complementar a renda.
Pole dance e montanhismo: novas práticas da maturidade
Sandra Paixão Velloso, 67, descobriu o pole dance após uma lesão, encontrando nele vocação competitiva. Aos 60, venceu o campeonato pan-americano na categoria 50+, abrindo portas para disputas mundiais. Ela ressalta que o esporte exige disciplina, treino e autoestima, longe de ser apenas sensualidade.
Marineth Huback, 88, começou montanhismo aos 59 e já escalou mais de 125 montanhas. Ela integra o Centro Excursionista Brasileiro, um dos clubes mais antigos do Rio de Janeiro, com 105 anos. Marineth afirma que o montanhismo traz qualidade de vida e propósito, sem etarismo.
Intercâmbio 50+
O intercâmbio também aparece como opção viável para quem encara a maturidade com autonomia. Adriana Bellinetti Silva, 57, fez em Malta um programa de quatro semanas para aprender inglês. Além das aulas, participou de atividades como caiaque e visitas a ambientes internacionais, fortalecendo independência.
A EF Brasil registra crescimento de participantes acima de 50 anos: 800 pessoas realizaram intercâmbios entre 2017 e 2025, com 194 em 2025 e previsão de 250 para 2026. O programa é visto como forma de ampliar habilidades e autoconfiança, rompendo a ideia de que viagens são exclusivas a jovens.
Vidas singulares
Especialistas destacam que envelhecer bem envolve descontruir preconceitos sobre idade. O geriatra Milton Crenitte aponta que existem diferentes formas de envelhecer, com foco na autonomia e na saúde. A abordagem respeita a singularidade de cada idoso, sem generalizações.
A história de cada participante mostra que a maturidade pode trazer novas oportunidades. O caminho para uma vida plena depende de vontade, planejamento e acesso a atividades que reforçam autoestima e bem-estar.
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