Escolher o nome de um filho é parte importante da criação, mas em alguns países a criatividade vai além do comum. Um caso recente envolveu o cantor Seu Jorge que, após autorização judicial, registrou o filho com o nome “Samba”. Embora a situação seja incomum, é normal alguns pais colocarem nomes diferentes nos filhos, mas […]
Escolher o nome de um filho é parte importante da criação, mas em alguns países a criatividade vai além do comum. Um caso recente envolveu o cantor Seu Jorge que, após autorização judicial, registrou o filho com o nome “Samba”.
Embora a situação seja incomum, é normal alguns pais colocarem nomes diferentes nos filhos, mas a justiça nem sempre é obrigada a autorizar.
O cartório avalia o nome indicado e verifica se ele pode expor a pessoa a constrangimentos no futuro.
Esse tipo de análise é amparado pela Lei de Registros Públicos, a Lei nº 6.015/76, que prevê restrições para registros considerados inadequados.
Em geral, os nomes mais barrados são os que incluem palavrões, termos com duplo sentido, marcas registradas, personagens fictícios, referências a figuras polêmicas como Hitler ou Osama Bin Laden, entre outros casos semelhantes.
No Brasil e em outros países, alguns nomes inusitados acabam proibidos, seja por entrarem nos critérios de restrição ou por regras específicas de cada legislação. Em alguns casos, a barreira ocorre até por questões técnicas, como nomes considerados inválidos para registro em bases oficiais, como o DataSUS.
Confira agora 10 nomes que são proibidos no Brasil e no mundo:
1. Esfiha

Entre os exemplos que constam na lista de nomes vetados pelo DataSUS está “Esfiha”, prato de originário do Oriente Médio que se popularizou no Brasil e já inspirou até a escolha do nome de um bebê, possivelmente por apego à comida favorita. Nem sempre, porém, nomes ligados a alimentos são barrados. Um exemplo é “Amora”, nome escolhido por um casal em 2011 que só foi liberado após 10 meses, com aval do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
2. Cachorro

De comidas para seres vivos, “Cachorro” também aparece como um nome proibido no Brasil e que tem diferentes conotações, seja do animal de estimação ou como uso pejorativo em referência a um comportamento amoroso. Independente da intenção, a tendência é que a escolha seja barrada em um cartório.
3. Mini Cooper

Um nome ainda mais inusitado foi tentado fora do Brasil, na França, quando um casal tentou registrar o filho como “Mini Cooper”, em referência ao modelo de carro da marca britânica Mini. A escolha, no entanto, foi barrada pelo Ministério Público francês.
4. Identidade desconhecida

Outro nome que aparece no banco de proibições do DataSUS é “Identidade desconhecida”, além de outros nomes parecidos como “Não identificado”, “Desconhecido” e “Inexistente”. A explicação mais plausível é um erro de sistema, já que esses termos funcionam, na prática, como marcações para ausência de informação, mas, pela legislação brasileira, também teriam grande chance de serem barrados em cartório.
5. Nutella

Entre as proibições ligadas a marcas está “Nutella”, o creme de avelã da italiana Ferrero, que também entra na categoria de alimentos. Esse nome não teria caminho fácil no Brasil e já foi vetado na França, onde um casal tentou registrá-lo para a filha, mas a Justiça barrou e o registro acabou ficando apenas como “Ella”.
6. Triângulo

Nomes ligados a carros, comidas e animais costumam enfrentar restrições, mas formatos geométricos também entram nessa lista, como “Triângulo”. A quantidade de lados ou vértices dificilmente mudaria o resultado, já que o cartório tende a vetar escolhas do tipo, como “Quadrado”, “Hexágono” ou até “Dodecaedro”.
7. Brfxxccxxmnpcccclllmmnprxvclmnckssqlbb11116

Um nome sem significado claro e impronunciável quase foi dado a uma criança por um casal na Suécia. Os pais alegaram que a leitura seria “Albin”, mas o registro acabou barrado do mesmo jeito.
8. Hell

No Brasil, nomes em inglês nem sempre são barrados, mas o significado pode pesar na análise. Este é o caso de “Hell”, que significa “inferno” e aparece nos dados do DataSUS. No mesmo banco, também surgem exemplos curiosos como “House of Love” (“Casa do Amor”) e “Amateur” (“Amador”).
9. Griezmann Mbappé

Um casal francês, para comemorar o bicampeonato da França na Copa do Mundo, tentou registrar o filho como “Griezmann Mbappé”, em referência a Antoine Griezmann e Kylian Mbappé, que marcaram na final. No entanto, a tenntativa foi barrada.
10. Goku

Na Itália, a legislação também veta nomes que possam expor uma pessoa ao ridículo, como ocorreu com “Goku”, associado ao personagem do anime japonês Dragon Ball, que já entrou na lista de registros barrados no país. No Brasil, a franquia fez sucesso no cartório, como no caso de um casal que registrou o filho como Akira Toriyama, criador da série, que morreu em 2024.
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