A história de Manoel Angelim Dino e Maria de Sousa Dino começa bem antes do Guinness. Em 1936, Manoel cruzou o caminho de Maria pela primeira vez. Ambos eram crianças e viviam em Boa Viagem, sertão do Ceará, terra marcada pela dureza do trabalho nas plantações de cana-de-açucar. . Anos depois, por volta de 1940, […]
A história de Manoel Angelim Dino e Maria de Sousa Dino começa bem antes do Guinness.
Em 1936, Manoel cruzou o caminho de Maria pela primeira vez. Ambos eram crianças e viviam em Boa Viagem, sertão do Ceará, terra marcada pela dureza do trabalho nas plantações de cana-de-açucar. . Anos depois, por volta de 1940, voltaram a se encontrar. Mas, dessa vez, ele decidiu se declarar.
Maria topou o namoro, mas sua família não aprovou e exigiu de Manoel uma tarefa “simples”: construir uma casa para o casal em apenas um ano.

Ele entregou a chave no prazo, tornando a casa uma prova de que o relacionamento tinha perspectiva de futuro. O casamento aconteceu em 20 de novembro de 1940, numa capela de Boa Viagem, e ali se firmou uma parceria que duraria gerações.
Vida simples
Não foi uma vida luxuosa, longe disso. Ambos trabalhavam na lavoura, mantendo uma de muito esforço, mas que foi suficiente para sustentar a família de 13 filhos. Anos depois, vieram os 56 netos, 60 bisnetos e 14 tataranetos até então.
Em reportagem realizada pelo Fantástico, Maria conta que o segredo da longevidade do casal está na ausência de conflitos. Ela afirma que os dois nunca brigaram “como se vê hoje na televisão”. Para eles, a ideia de separação sequer era cogitada: “pra nós, não existia isso no mundo”.

Já centenários, Manoel e Maria mantinham um hábito simples no fim do dia: sentavam juntos na sala para ouvir a oração do terço na rádio às 18h e, depois, acompanhavam a missa pela televisão. É um detalhe que revela muito sobre o significado da união para o casal: fizeram mais do que apenas atravessarem décadas, mas continuaram passando tempo juntos todos os dias.
Reconhecimento mundial
Após a validação da LongeviQuest, o Guinness reconheceu Manoel e Maria e como o casal que vive junto há mais tempo no mundo, entre parceiros vivos e de sexos diferentes. Assim, ranquearama força de uma vida construída na simplicidade, no mesmo lugar, um ao lado do outro.

Manoel faleceu em 20 de outubro de 2035, aos 106 anos. Morreu em casa, onde a história da família foi construída, deixando Maria como guardiã de memórias que não cabem em nenhuma estatística. Atravessaram o século, mudanças no Brasil, na família e no mundo, sem abandonar princípios como a simplicidade, a família e o amor.
Entre na conversa da comunidade