- No primeiro fim de semana de fevereiro, o Jura celebra a percée do vin jaune, vinho amadurecido em barril de carvalho por pelo menos seis anos, com aroma único.
- A cerimônia começa com uma bênção na igreja do vilarejo anfitrião, seguida do transporte do tonel de 228 litros por um cortejo de trajes tradicionais, formado por jovens vignerons.
- A cada edição, o evento ocorre em um vilarejo diferente; em 2026 a percée acontece em Lons-le-Saunier.
- O vin jaune é produzido a partir da uva savagnin e é envelhecido em quatro appellations do Jura: Arbois, Côtes du Jura, Château-Chalon e L’Étoile.
- O vinho é engarrafado no clavelin, garrafa de 62 cl, preservando a chamada part des anges, o que resta de um litro após evaporação.
O Jura celebra a percée do vin jaune neste primeiro fim de semana de fevereiro, tradição que perdura há quase 30 anos. O evento destaca o savoir-faire dos vignerons e o vinho considerado o nectar dos deuses.
A edição de 2026 ocorre em Lons-le-Saunier, mas a cerimônia acontece em vilarejos diferentes a cada ano. O ritual começa com uma bênção na igreja local, seguida da abertura do tonneau de 228 litros pelos participantes.
A origem da festa remonta a 1997, iniciada pelo vigneron Bernard Badoz e pelo então diretor do jornal Le Progrès, Jean-Louis Lemarchal. A intenção é diferenciar o vin jaune do vin de paille entre os fãs de vinho.
Origem e formato do vinho
O vin jaune é produzido a partir do cépage savagnin e envelhecido em barris de carvalho por no mínimo seis anos e três meses. O processo confere aroma único e grande potencial de guarda, com o vinho chegando a decantar-se em diferentes appellations: Arbois, Côtes du Jura, Château-Chalon e L’Étoile.
É engarrafado no frasco específico chamado clavelin, com 62 cl. Esse tamanho corresponde ao que resta de um litro após evaporação, lembrando a famosa part des anges do vinho Jura. O vinho é apreciado ao longo de décadas, mantendo sua identidade aromática.
Cerimônia e desdobramentos
O ponto alto envolve o corte do vinho na presença do presidente da cerimônia e do padrinho ou madrinha da edição. O momento marca o início de dois dias de festa, além de evidenciar o artesanato dos produtores jurassienses.
O ritual reiterado reforça a tradição de valorizar o vinho amarelo, distinto pelo envelhecimento sob o ar e pela interação com o ambiente de barris. O evento convida visitantes a conhecer o manejo e o legado dos produtores locais.
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