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Viajantes de alto patrimônio contratam estilistas para roteiros de viagem

Roteiros de moda sob medida crescem em 2026, com viajantes de alto patrimônio pagando cinco dígitos por experiências que unem artesanato, design sustentável e destinos inusitados

Viajantes de alto patrimônio (HNW) estão em busca de experiências autênticas em vez de compras de luxo
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  • A Marriott Bonvoy aponta que fatores ligados ao estilo de vida devem moldar o turismo em 2026; mais da metade dos adultos do Reino Unido (56%) já viajou motivada por uma paixão pessoal, segundo pesquisa.
  • Viagens personalizadas com stylists renomados ganham força, com alguns viajantes pagando cinco dígitos por roteiros feitos sob medida.
  • Roteiros atraem pela Índia, com herança têxtil, e por design sustentável em Copenhague; Antuérpia também aparece como centro de moda, além de Lagos e Seul ganharem destaque como capitais da moda emergentes.
  • A organizadora Angela Kyte e a stylist Oriona Robb detalham que os itinerários incluem visitas a arquivos de casas de moda, ateliês e mestres artesãos, indo além de luxo para entender como as roupas são feitas.
  • Em média, viagens de moda de uma semana custam entre US$ 18.500 e US$ 62.000, com valores cobrindo hospedagem, consultoria, acesso a ateliers e orçamento para peças, reunindo clientes entre 35 e 55 anos com alto poder aquisitivo.

A busca por roteiros de moda personalizados ganha força entre viajantes de alto patrimônio. Segundo a Marriott Bonvoy, interesses ligados ao estilo de vida devem moldar o turismo em 2026. Uma pesquisa recente aponta que 56% dos adultos no Reino Unido já viajaram motivados por uma paixão pessoal, transformando as férias em imersões.

A tendência envolve viagens com stylists renomados, com alguns itinerários custando valores de cinco dígitos. O mercado acompanha a ascensão de destinos menos tradicionais, que oferecem histórias de design e aprendizagem em vez de apenas compras.

De Copenhague a Seul: novos destinos para o turismo de moda

A prática de viajar com foco na moda não é nova, mas os viajantes de alta renda buscam narrativas autênticas de design. Em razão disso, capitais emergentes passam a figurar entre as preferidas, ampliando a gama de possibilidades além de Paris, Londres e Nova York.

Segundo a stylist global Oriona Robb, clientes se interessam por lugares como a Índia pela herança têxtil, o Marrocos pela artesania em couro, Copenhague pela inovação em design sustentável e Antuérpia pela cena vanguardista. Lagos e Seul aparecem como destinos com atuação contemporânea da moda, oferecendo evolução do estilo em tempo real.

Encontros com artesãos e técnicas tradicionais

Robb organiza visitas a arquivos de casas de moda, tours privados por ateliês e imersões com mestres artesãos, não limitadas a centros tradicionais. Já coordenou roteiros de cinco dias no Rajastão para entender estamparia em blocos, e uma semana de técnicas têxteis japonesas em Kyoto.

A percepção dos clientes, após vivências que vão além do luxo, costuma se transformar. Em ambientes globalizados, há maior demanda por viagens que privilegiam conhecimento local e artesanato. Viagens com foco cultural podem mudar a relação de quem viaja com cores, texturas e processos de confecção.

Angela Kyte, stylist de luxo, observa que muitos buscam conexão com herança cultural, arte e consigo mesmos, valorizando experiências significativas sobre o consumo.

Viajantes que investem cinco dígitos em roteiros de moda

Os clientes de Robb costumam ter entre 35 e 55 anos e ocupam posições de liderança ou destaque criativo. O investimento varia conforme o objetivo, com jornadas completas de moda estimadas entre US$ 18.500 e US$ 62.000 para uma semana, incluindo hospedagem de luxo, serviços de consultoria, acesso a ateliês e eventual aquisição de peças.

A executiva de Kyte aponta que as viagens ganham uma função quase terapêutica para muitos clientes, que buscam reconexão com beleza e inspiração durante transições profissionais ou pessoais. Nesse contexto, as viagens passam a privilegiar o contato com artesãos e histórias por trás das roupas, em vez de mera aquisição.

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