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Simone Fracassi, o açougueiro italiano que desafia a indústria do gosto fácil

Açougueiro das estrelas sustenta tradição e qualidade da carne local, defendendo maturação, conhecimento e ética diante do consumo global

Simone Fracassi, o Açougueiro Italiano Que Desafia a Indústria do Gosto Fácil
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  • Simone Fracassi, conhecido como “o açougueiro das estrelas”, mantém a tradição da família desde 1927 na loja Macelleria e salumeria Fracassi dal 1927, em Rassina, Casentino.
  • A loja recebe chefs, estrelas do cinema, políticos e empresários, mantendo o ofício com maturação e trabalho com carne do território.
  • Defende carne de qualidade com base em raças como a chianina, apoiada por estudos universitários, e critica o consumo rápido e o marketing ambiental.
  • Esclarece termos do cardápio, dizendo que fassona e scottona são categorias de qualidade, e que Fiorentina verdadeira é a espessura entre vértebras, não apenas a ideia de corte.
  • Apela ao conhecimento sobre a alimentação do animal e à economia da saúde, destacando que o verdadeiro luxo hoje é saber o que se come.

Simone Fracassi, conhecido como o Açougueiro Italiano Que Desafia a Indústria do Gosto Fácil, mantém uma visão de ofício que remete aos seus antepassados. A família trabalha com carne desde 1927, em Rassina, no Casentino. O dia a dia segue um ritual de seleção, maturação e atendimento direto ao cliente.

A loja da família Fracassi, chamada Macelleria e salumeria Fracassi dal 1927, domina a praça Mazzini desde os anos 1970. A marca atrai chefs, astros de cinema, políticos e empresários, dando-lhe o apelido de açougueiro das estrelas.

Fracassi defende um manejo de carne territorial, priorizando a raça chianina. Segundo ele, estudos de três universidades indicam melhor digestibilidade e menor índice de colesterol na carne, quando bem criada e maturada. O posicionamento é técnico, não ideológico.

Dieta, técnica e mercado

O artesão afirma que ser açougueiro hoje é manter práticas antigas. Mantém o foco na qualidade, no conhecimento do corte e na maturação das peças. A voz dele questiona a estética do consumo rápido e o marketing ambiental, destacando custos reais de produção ética.

Ele atua como tradutor entre o animal e quem consome, guiando cozinheiros que buscam matéria-prima viva, não itens padronizados. O compromisso é com a carne de qualidade, entendida como produto que respeita o animal e o território.

Fracassi destaca a necessidade de compreender terminologias. Nomes como fassona ou scottona não indicam apenas raça, mas qualidade e maciez da carne. A fiorentina, segundo ele, é definida pela espessura entre vértebras, não apenas pelo rótulo.

Futuro e convite à reflexão

Sobre o futuro, Fracassi não faz previsões, mas alerta para a distância entre origem e mesa. Em tempos de entregas globais rápidas, ele enfatiza o valor do conhecimento como o verdadeiro luxo. A mensagem é de preservar saberes artesanais.

Ao longo de décadas, o açougueiro das estrelas construiu uma reputação baseada na prática, no estudo das fibras e no diálogo com profissionais que buscam uma matéria-prima viva. O trabalho continua, diariamente, no Casentino.

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