- A quitação antecipada ocorre principalmente por amortizações extras que reduzem o saldo devedor ao longo do contrato.
- Existem duas frentes: pagamentos adicionais durante o contrato ou liquidação total com recursos acumulados; a origem dos recursos influencia o planejamento.
- A amortização pode reduzir o prazo ou o valor da parcela; a redução de parcela costuma melhorar o fluxo de caixa, enquanto reduzir o prazo elimina a dívida mais rapidamente.
- Não há multa para quitar o financiamento antecipadamente; o custo depende do saldo devedor atualizado e dos juros proporcionais.
- Usar o FGTS pode ser vantajoso, especialmente se o rendimento do FGTS for superior ao custo do financiamento; vale comparar as taxas envolvidas.
A quitação antecipada de um apartamento financiado é tema de orientação financeira divulgada por especialistas do setor. Segundo Edmil Adib Antonio, diretor de Crédito Imobiliário da MRV, o planejamento e o uso de recursos extras ajudam a reduzir a dívida antes do prazo, além de liberar renda mensal.
A estratégia mais comum é a amortização periódica do saldo devedor até a liquidação total. Entre as formas citadas estão amortizações extraordinárias com recursos próprios, rendas adicionais, reservas específicas e uso do FGTS para trabalhadores CLT, geralmente a cada dois anos.
Existem duas frentes para adiantar a quitação: pagamentos adicionais ao longo do contrato e a liquidação total com recursos acumulados. A origem dos recursos influencia o planejamento, com rendas recorrentes favorecendo amortizações constantes e rendas eventuais, amortizações maiores pontuais.
A escolha entre reduzir o prazo ou a parcela depende da realidade financeira da família. Em geral, reduzir a prestação é mais comum, pois melhora o fluxo de caixa e oferece maior segurança em renda variável; reduzir o prazo encurta o financiamento.
Sobre a possibilidade de multa, não há cobrança em caso de quitação antecipada. O custo é o saldo devedor atualizado até a data de quitação, acrescido de juros proporcionais.
O uso do FGTS para amortização pode ser vantajoso quando o rendimento do FGTS supera a taxa de juros do financiamento. A comparação entre juros do financiamento e rendimento do FGTS é indicada para decidir pela utilização do fundo.
A decisão final sobre quitar antes do prazo envolve comparar o custo da dívida com o rendimento de outras aplicações. Em cenários com juros altos e recursos disponíveis sem afetar a reserva de emergência, a quitação tende a ser mais vantajosa. Em juros baixos, manter o financiamento pode fazer mais sentido.
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