- Apartamento de 144 m² no bairro Sumarezinho, em São Paulo, passou por reforma que integrou a varanda ao living e reorganizou a área social.
- O projeto, assinado pela arquiteta Monica Fidelix, adota o conceito japandi com base neutra, materiais naturais e referências culturais pessoais.
- Destaques incluem pilar revestido com azulejos artesanais e bancada da cozinha em duas partes (reta e com desenho orgânico) em granilite.
- Espaço de convivência reúne living, sala de jantar, sala de estar e TV integrados, com hall de entrada que funciona como transição entre os ambientes.
- Há um home office na suíte principal para o casal, com casinhas para pets acopladas à marcenaria; piso vinílico facilita limpeza e manejo com três cães.
Ao receber as chaves de um apartamento recém-entregue pela construtora, um jovem casal buscou um lar simples, sem excessos, mas cheio de significado. Moram com três cachorros e trabalham em casa. O ponto de partida estético foi o japandi, escolhido por seu caráter minimalista e sereno.
Localizado no Sumarezinho, em São Paulo, o imóvel de 144 m² passou por reforma que integrou a varanda ao living e redesenhou a área social. Cozinha, sala de jantar, estar e TV convivem de forma fluida, convidando encontros aos fins de semana.
Conceito e materiais
A arquiteta Monica Fidelix, do escritório Figo Interiores, explica que o briefing foi sensível e detalhado. Queriam uma casa simples, com referências pessoais bem incorporadas, sem abrir mão da elegância.
Ao longo do processo, elementos da ancestralidade paraense e da herança libanesa dos moradores ganharam camadas de significado, sem sobrecarregar o conjunto. O objetivo foi traduzir referências em um conceito sutil e sensorial.
Na sala integrada, a paleta de tons neutros recebe materiais naturais e toques de cor inspirados na natureza brasileira. Um pilar com azulejos artesanais remete aos rios amazônicos e à ideia de banho de rio.
O sofá-terra na sala de estar organiza o espaço sem romper a integração visual. O mobiliário baixo reforça a proximidade com o piso e o clima acolhedor do japandi.
Detalhes do espaço
Na sala de jantar, um lustre de palha valoriza o trabalho artesanal, contrastando com cadeiras de madeira escura. O conjunto funciona como ponto focal e reforça a presença de materiais naturais.
A cozinha ganhou uma bancada em duas partes, uma reta e outra orgânica em granilite, ampliando assentos e suavizando as linhas. Revestimentos mesclam tijolos cimentícios e pastilhas brancas para equilíbrio estético.
Logo na entrada, uma estante vazada define a circulação e cria uma galeria de objetos afetivos. A ideia é que o visitante leia o apartamento aos poucos, como uma narrativa em camadas.
O hall do elevador ficou marcado por ladrilho hidráulico com grafismos marajoaras, apresentando o diálogo entre design contemporâneo e tradição artesanal desde a chegada.
O lavabo conserva a continuidade com revestimentos em tijolos cimentícios coloridos e uma cuba redonda terracota, reforçando a linguagem natural do projeto.
O piso vinílico permeia todo o imóvel pela praticidade e facilidade de limpeza, atendendo também aos cuidados com os três cães.
Suítes e memórias
Uma das suítes abriga o home office do casal, com bancadas de trabalho e casinhas para pets integradas à marcenaria da Frank Móveis. Um papel de parede tropical aporta cor ao ambiente.
O quarto principal destaca texturas naturais, iluminação suave e luminárias de papel que remetem à cultura japonesa. O objetivo é criar um espaço de pausa e descanso.
A suíte de hóspedes mantém a linguagem acolhedora, com paleta clara e móveis simples. Uma mesa de apoio revestida em cerâmica foi criada para apoiar reuniões conjuntas de trabalho.
Objetos artesanais e peças de viagem percorrem os ambientes, como uma mesa de gamão libanesa com marchetaria e madrepérola, além de cerâmicas marajoaras e arte popular brasileira.
O conjunto mostra um lar onde distintas origens e memórias convivem com leveza, celebrando o essencial e a identidade do casal, segundo a arquiteta Monica Fidelix.
Entre na conversa da comunidade