- Em Andaluzia, o autor destaca a Manzanilla, a região costeira de Sanlúcar e a Bodega Callejuela, com a cuvée Grès 2021 do domínio Arretxea como expressão marcante.
- Em 26 de fevereiro de 2003, no restaurante Le Taillevent, vivenciou uma degustação de cento millésimes da Romanée-Conti, com Aubert de Villaine; o millésime 1945 causou grande impacto pela complexidade e elegância.
- Em outono de 2024, houve uma noite em Vézelay com Meursault premier cru Perrières 2020, presenteada pelo amigo vigneron Jean-Baptiste Bouzereau, destacando a mineralidade e a pureza do vinho.
- O relato inclui memórias de aniversário e descobertas, como Lafaurie-Peyraguey 1920 servido em um jantar de celebração de 60 anos, e o Château d’Yquem de 1924 que surpreendeu pela vitalidade após décadas.
- Ao longo da carreira, o autor cita experiências marcantes no Napa Valley com Pierre Seillan, jantares com Latour 1982 e outras referências que moldaram sua visão do vinho como memória, encontro e história.
O maior conjunto de lembranças do degustador que vive entre vinhos é o tema deste relato. Entre viagens, visitas a vinícolas e encontros com grandes nomes, o texto compila momentos marcantes, sentidos na pele e na memória. Uma paixão que atravessa regiões e épocas.
Na Andaluzia, o registro inaugural é a Manzanilla de Sanlúcar, com o polo da Bodega Callejuela e a cuvée Grès 2021 de Arretxea. A família Riouspeyrous mantém viva a tradição local, com Iban e Téo conduzindo a produção e o vínculo com o terroir.
A memória de uma taça de Romanée-Conti fica em Le Taillevent, 2003: cento millésimes, Aubert de Villaine à mesa, destacando a idade e a elegância do 1945. O observador percebe que paciência, natureza e história moldam um grande vinho.
No outono de 2024, após uma longa caminhada, surge Perrières 2020, Meursault premier cru. Em Vézelay, a bebida revela mineralidade, frutos brancos e salinidade marcante. O momento, simples, conecta terroir, arquitetura e emoção.
Um dos grandes encontros ocorreu com um 1942 da Romanée-Conti, partilhado com Aubert de Villaine na Borgonha. A degustação é descrita como memória viva, onde tempo e terroir se entrelaçam.
Sept/2001, Bordeaux: Sauternes 1990 aberto por Hervé Dubourdieu, em Barsac, durante passagem para uma pauta econômica. O primeiro vinho profissional despertou a percepção de diferenças entre grandes safras doces e vermelhas.
O relato revisita o primeiro encontro com grandes vinhos, em Fronsac, com Figeac 1971 servido por Paul Barre. O aroma floral inspira a vontade de seguir na área, abrindo portas para safras históricas como 1949 e 1959.
O registro de uma experiência marcante envolve Lafaurie-Peyraguey 1920, lembrando o 60º aniversário com seis safras de 1920, em uma degustação com Romain Iltis na Villa Lalique. O caso sugere como tempo e idade modelam a percepção.
Em 2016, a viagem à Napa Valley, com Vincent Priou, revela La Muse 2012 (Merlot) de Beauregard, equilibrando finesse e profundidade após vinhos potentes. O encontro sugere diálogo entre terroirs distintos.
O Natal em família, com Champagne e Latour 1982, envolve uma percepção de vinho como passagem, que conecta pessoas, memórias e tempo. O momento inspira a trajetória de vida no mundo do vinho.
O centenário de Vieux Château Certan, em 2024, surpreende com Chateau d’Yquem 1924. Mesmo após um século, o liquoreux mantém vitalidade, com notas de caramelo, frutas confitadas e sândalo, revelando luz que atravessa o tempo.
Em viagens à Argentina, Homo Felix (Malbec 2012) em Mendoza traduz equilíbrio, riqueza e a ligação entre solo, clima e mulheres na vinha, num registro de estilo e expressão.
Ao longo dos anos, a experiência com Cardeal espanhol, Chartreuse de Tarragona e a Chartreuse antiga de 1950 mostram que bebidas espirituosas também guardam histórias e texturas marcantes para quem as aprecia.
Porto, Douro e Douro branco aparecem como capítulos de origem: o relato destaca o começo no mundo do vinho com uma experiência de barriqueira e a memória de um encontro com um produtor que inspirou a visão de mundo do degustador.
A trajetória destaca ainda primeiras viagens e encontros marcantes com Latour 1964, em Bristol, que simbolizam o primeiro grande cru classé saboreado, e a consistência de margens entre a tradição e a experimentação.
No fim, o autor aponta que as lembranças mais fortes não são apenas os vinhos, mas os cenários, as pessoas que os acompanham e os lugares onde esses momentos aconteceram, entre Vinhos, viagens e encontros que moldaram sua visão de mundo.
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