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Por que construções antigas têm gárgulas?

Gárgulas: função prática de escoamento de águas aliada a simbolismo apotropo na arquitetura gótica, para afastar maus espíritos e educar fiéis

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  • As gárgulas funcionam como sistema de escoamento de água, levando a chuva do telhado até a boca para evitar danos à estrutura.
  • O nome vem do francês antigo gargouille, relacionado à ideia de garganta por onde a água passa.
  • Foram comuns na arquitetura gótica entre os séculos XII e XVI, unindo utilidade prática e estilo ornamental.
  • Além de drenar água, tinham função apotropaica (afastar o mal) e serviam para educar fiéis pelo uso do medo.
  • Existem exemplos anteriores à idade média, como bicas de rosto de leão no Templo de Zeus; na Notre-Dame, a gárgula mais famosa, Le Stryge, é na prática uma quimera/grotesco sem ligação com o escoamento.

As gárgulas são estruturas comuns em construções antigas, sobretudo no período gótico europeu. Elas funcionam como sistema de escoamento de água dos telhados, expulsando a água pela boca para evitar danos à fachada.

O termo deriva do francês antigo gargouille, que significa garganta. As calhas conduzem a água até as gárgulas, evitando respingos nas paredes e erosão da edificação ao longo do tempo.

Função prática

As gárgulas agregam valor ao escoamento de água, principalmente em fachadas ornamentadas da Europa entre os séculos 12 e 16. A água é expelida por um orifício na boca, protegendo a estrutura da umidade acumulada.

Além da utilidade, as figuras grotescas integraram o repertório arquitetônico da época, conectando função com estilo. A presença dos monstros combinava com a intenção estética da época.

Origem histórica e simbolismo

A ideia de usar figuras assustadoras para decoracão está ligada ao apotropismo, que busca afastar o mal. Monstros seriam vistos como proteção contra forças negativas sobre o interior do edifício.

Essa função educativa também era valorizada: as representações despertavam temor e reforçavam a busca pela salvação por meio da Igreja, segundo a leitura histórica.

Evolução e exemplos

Embora o uso tenha predominado na Idade Média, já havia sistemas com rostos de animais na Antiguidade, como bicas em forma de leão no Templo de Zeus, do século 5 a.C. Atualmente, muitas estruturas são apenas ornamentais.

A gárgula mais famosa da Catedral de Notre-Dame, Le Stryge, não está ligada ao escoamento. Batizadas como gárgulas, muitas vezes são consideradas quimeras ou grotescos, mantidas pelo valor estético.

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