- O texto analisa a falta de representatividade negra em profissões de contato com o público, especialmente entre profissionais que lidam com consumo das classes A e B.
- Relata um episódio de 2017, quando o autor encontrou duas comissárias de bordo negras no Rio de Janeiro e recebeu reconhecimento online pelo registro.
- Observa que, ao longo de quase uma década, foram raras as comissárias negras em viagens pelo Brasil e exterior, sugerindo barreiras de acesso e visibilidade.
- Levanta perguntas sobre as possíveis causas — qualificação, interesse, oportunidades ou discriminação de quem detém o poder de mudança — sem apontar culpados.
- Conclui que é hora de mudança e menciona a ideia de que, entre pilotos negros, persiste a percepção de um mito, o que reforça a necessidade de maior diversidade.
Em 2017, durante uma viagem ao Rio de Janeiro, o autor encontrou duas comissárias de bordo negras. Ele publicou a experiência na Revista RAÇA, gerando grande repercussão nas redes.
Desde então, relata ter visto raras comissárias negras em várias viagens por cidades como Salvador, Rio, Porto Seguro, Porto Alegre, Brasília, Belém, Curitiba, além de visitas a França e Portugal. A frequência foi menor que a esperada.
Nesta semana, ao retornar do Rio, encontrou uma única comissária negra e refletiu sobre a presença de profissionais negros em funções de atendimento a público. A percepção é de que há barreiras invisíveis para acesso a cargos com maior visibilidade.
Desigualdade na aviação
Pacotes de dados sobre representatividade em profissões de serviço indicam baixa presença de pessoas negras em cargos de comissaria e, ainda mais, de piloto. A discussão aponta para a necessidade de políticas de diversidade nas empresas.
A reflexão parte de perguntas sobre qual seria a raiz da desigualdade: qualificação, interesse, oportunidades ou dinâmica de poder. A importância de mudanças estruturais é destacada sem emitir julgamentos.
A história também cita o tema da aviação de forma crítica, discutindo o que seria necessário para aumentar a presença negra em funções estratégicas, sem afirmar fatos não verificados.
Entre na conversa da comunidade