- Dá para fazer churrasco com diferentes tipos de churrasqueira (portátil, elétrica ou grelha sobre tijolos), desde que haja controle de calor e carvão de boa qualidade, com a grelha a cerca de 30 cm da brasa.
- Acenda a churrasqueira com acendedores próprios e evite álcool ou gasolina; prefira brasa uniforme e sem labaredas altas.
- Cortes clássicos para carne suculenta: fraldinha, picanha, contrafilé e costela; escolha pela marmoreio e evite carne com cor esbranquiçada ou cheiro forte.
- Temperos vão além do sal grosso; marinadas com ervas, alho e azeite ajudam cortes mais grossos ou carnes brancas; tempere com antecedência para melhor absorção.
- Ponto da carne e acompanhamentos importam: picanha fica em torno de cinco a sete minutos de cada lado; costela pode levar de quatro a seis horas no fogo brando; acompanhe com pães de alho, legumes assados, queijo coalho, arroz, feijão-tropeiro e vinagrete.
O churrasco é uma tradição no Brasil e, para quem quer impressionar, é preciso seguir técnicas que vão desde a escolha da churrasqueira até o ponto da carne. O guia a seguir reúne orientações de uma especialista para tornar o preparo mais preciso. A publicação ocorre em 19 de abril de 2026, com foco informativo e neutro.
Eliane Londrina, professora e especialista em churrasco do Instituto Gourmet, apresenta fundamentos para manter a segurança e a qualidade. O objetivo é orientar desde iniciantes até quem busca aperfeiçoar o método, sem depender de equipamentos caros.
O conteúdo aponta que o sucesso não depende apenas da peça, mas do conjunto: base estável, carvão de boa qualidade, distância entre grelha e brasa e controle de calor. A orientação é evitar labaredas e manter o fogo alto, porém estável.
Escolha da churrasqueira
A escolha adequada começa pela base do preparo. Modelos portáteis ou elétricos podem funcionar, desde que haja cuidado com a segurança. A grelha deve ficar aproximadamente 30 cm acima da brasa e manter calor forte sem chamas altas.
Para quem improvisa, uma grelha sobre tijolos também funciona. O essencial é garantir estabilidade e controle do calor, segundo a especialista. O uso de carvão de qualidade é destacado como requisito básico.
O momento de acender
O acendimento deve ocorrer com acendedores próprios, sólidos ou líquidos. Produtos como álcool ou gasolina são perigosos e podem comprometer o sabor. A brasa uniforme, sem chamas altas, é indicada para melhor cocção.
A recomendação é evitar métodos improvisados que coloquem em risco a segurança. A brasa homogênea facilita o tempo de cozimento e o resultado final da carne.
Escolha das carnes
Cortes como fraldinha, picanha, contrafilé e costela aparecem como opções clássicas. O marmoreio, presente nas fibras brancas, indica maciez e sabor. Evitar carne com odor forte ou aparência esbranquiçada também é orientado.
A cuidadosa seleção influencia diretamente a suculência do prato. O aspecto visual é utilizado como referência para qualidade da peça.
Temperos
Muitos vão além do sal grosso e utilizam marinadas com ervas, alho e azeite. Esses recursos são úteis para cortes grossos ou carnes brancas, como frango, peixe e porco. O tempero deve entrar com antecedência para favorecer a absorção.
A orientação é explorar opções, desde que haja tempo para a carne absorver os sabores. O objetivo é realçar o sabor natural sem mascará-lo.
O ponto da carne
Na grelha, o tempo de cozimento define o ponto. Picanha pode exigir 5 a 7 minutos de cada lado, conforme espessura. A costela, por sua vez, demanda preparo mais lento, entre 4 a 6 horas no fogo brando.
É essencial virar apenas uma vez e respeitar o descanso após a retirada do fogo. Esses cuidados influenciam a textura final e a suculência.
Além das carnes
A composição do churrasco não se resume à carne. Acompanhamentos como pães de alho, legumes assados e queijo coalho agradam a todos. Arroz soltinho com feijão-tropeiro e vinagrete completam o prato, ampliando opções para vegetarianos.
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