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Pioneira que decifra a vida na capital entre tradição grega e urbanismo

Aos noventa e três anos, Clea de Lourdes exemplifica a vida de pioneira que transformou Brasília por meio do estudo, da família e da cultura

Cléa de Lourdes é movida pela paixão por música, dança, e outras culturas - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
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  • Clea de Lourdes, 93 anos, é educadora e vive na 307 Sul desde 1968, quando se mudou com o marido e seis filhos para Brasília.
  • Na família, sete filhos seguiram caminhos acadêmicos e profissionais variados, incluindo medicina, odontologia, artes e direito.
  • Ela passou em concurso para a Fundação Educacional, fez pedagogia na Universidade de Brasília e concluiu mestrado em literatura brasileira, atuando por anos na rede pública e na universidade.
  • Desde a chegada, mantém o apartamento na 307 Sul — perto de escola, mercado e igreja — um sonho que se tornou realidade.
  • Apaixonada por línguas antigas e pela Grécia, já visitou cerca de trinta países; guarda memórias de JK e se sente, hoje, quase brasiliense.

Clea de Lourdes, 93 anos, é uma educadora que vive na 307 Sul desde 1968. Ela chegou a Brasília vindas de Anápolis (GO), com o marido e seis filhos, em busca de um recomeço para a família. A mudança foi decidida de forma coletiva, movida por sonhos compartilhados.

Ao longo da vida, Clea investiu no estudo e na carreira educativa. Ela ingressou na Fundação Educacional, cursou Pedagogia na UnB e completou mestrado em literatura brasileira. Lecionou na rede pública e no ensino superior, incluindo 12 anos na UDF.

A casa na 307 Sul permanece como marco desde a chegada. O apartamento, próximo a escola, mercado e igreja, simboliza a escolha de morar perto das atividades do dia a dia. A professora destaca o valor de ter aberto caminho para os filhos estudarem e se desenvolverem.

Paixão pela Grécia

A pesquisadora de idiomas antigos consolidou o interesse pela cultura grega, estudando latim, tupi antigo e grego antigo, além de inglês, espanhol e francês. A autora já viajou a cerca de 30 países, destacando uma experiência marcante em conhecer lugares estudados.

A vida acadêmica se refletiu na atuação educativa em casa, incentivando as filhas a explorarem arte e cultura, com aulas de balé e música. Clea relembra ainda uma missa com Juscelino Kubitschek, associando o sonho da construção de Brasília a momentos de encontro e carisma.

Pertencimento e legado

Hoje Clea afirma ter construído uma vida sólida em Brasília, com filhos formados em diversas áreas. Ela ressalta o orgulho de ter criado os filhos na capital, mantendo-se próxima de uma comunidade que a acolheu. O sotaque permanece como lembrança de suas raízes.

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