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Miniaturas de artesãos dão nova leitura aos monumentos de Brasília

Artesãos de Santo Antônio do Descoberto produzem miniaturas de monumentos de Brasília, vendidas em feiras, celebrando os 66 anos da capital

Brasília (DF), 18/04/2026 - O artesão Aguinaldo Noleto produz pequenas peças homenageando os monumentos de Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Brasília comemora 66 anos nesta terça-feira, 21, e a cidade é inspiração para artesãos que reproduzem monumentos em miniaturas.
  • O artesão Agnaldo Noleto, 56 anos, acorda às três da manhã para produzir em sua oficina em Santo Antônio do Descoberto, Goiás, cerca de 850 peças por semana.
  • As peças são lembrancinhas feitas com resina, palha e tinta, representando monumentos de Brasília, como a Catedral e os Candangos.
  • Em frente à Catedral, Agnaldo cede a banca para outra família de nordestinos que comercializa as miniaturas, incluindo Nariane Rocha e Michele Lima.
  • A vida dos artesãos é marcada pela rotina pesada, sonhos de abrir loja própria e manter a tradição cultural de Brasília nas peças handmade.

Com miniaturas, artesãos transformam lembranças de Brasília em novo sentido para a capital. A cidade completa 66 anos nesta terça-feira (21), enquanto homens e mulheres cruzam fronteiras para moldar monumentos em escala reduzida. O trabalho ocorre em Santo Antônio do Descoberto (GO) e na área da Catedral, no Plano Piloto.

Agnaldo Noleto, 56 anos, acorda às 3h para começar a produ… r, na oficina em sua casa. Ele usa resina, madeira e tinta para reproduzir monumentos a mais de 50 km de distância. Produz pelo menos 850 peças por semana, vendidas em feiras. A Catedral de Brasília é a peça que mais o inspira.

A história do artesão começou ainda cedo. Ele começou a ganhar dinheiro vigiando carros em um estacionamento de igreja, aos 14 anos, e migrou de Riachão (MA) para Brasília em 1980. A vocação ganhou forma com a pedra-sabão, hoje substituída pela resina por questões de saúde. O primeiro trabalho homenageou Os Candangos.

A rotina é intensa: de segunda a sexta, começa pela manhã e muitas vezes trabalha até a noite; aos fins de semana, monta a banquinha diante da Catedral das 8h às 18h. As peças são vendidas como lembranças para turistas e brasilienses. Em semanas, ele cede a banca para outra família nordestina.

Entre os vizinhos da praça, surgem histórias de quem sustenta o ganha-pão com as miniaturas. Nariane Rocha, 44 anos, maranhense, cuida das vendas desde a perda do marido, no fim do ano passado. Michele Lima, 42, potiguar, é nora dela e também auxilia na banca. O casal mora no Novo Gama, a mais de 40 km da Catedral.

A ligação com Brasília é marcada por sonhos. A família pensa em abrir uma loja própria e, no futuro, cursar psicologia. As peças são feitas à mão, com cuidado para resistir às chuvas, que obrigam proteção com plástico. O objetivo é manter a tradição artesanal que acompanha a vida na cidade.

Outras barracas lado a lado, na praça da Catedral, reforçam o movimento econômico da região. Alberto Correia, 57, de Paranã (TO), e Rodrigo Gomes, 41, de Anápolis, são exemplos de artesãos que investem em bases temáticas, como o mapa do Brasil. Todos reafirmam que cada peça carrega uma história de Brasília.

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